O Águias da Musgueira apresenta-se no estádio do Casa Pia sem metade da equipa sénior de futebol. Dois jogadores retiraram-se recentemente. Outros cinco foram suspensos. Todos de uma vez. Bateram no juiz que arbitrou o jogo com o Ponterrolense, de Torres Vedras. Hoje não jogam. Nem na semana seguinte.
Nem depois. Nem sabe-se lá quando. O caso foi grave. Os ‘águias’ que sobraram sabem disso. O mister não facilitou quando, no balneário, se dirigiu aos atletas. José Maria tornou claro que quer homens controlados dentro das quatro linhas. Mal o árbitro apita começam a chover mimos. “É só barraqueiros pá!” Os adeptos dos ‘gansos’ do Casa Pia insistem em mandar os ‘águias’ de volta “para a barraca”. Esquecidos de que já não há barracas na Musgueira. As últimas caíram em 2001.
As primeiras foram levantadas na década de 60, era a Musgueira uma quinta com árvores sobre as quais voavam águias. Ou, se não voavam, é como se tivessem voado, porque António Quadros lembra-se bem delas. Com 59 anos, este assentador de revestimentos na reforma preside ao clube que deve o nome às aves de rapina.
Também ajudou serem então mais os adeptos do Benfica do que os do Sporting. Ou teríamos os Leões da Musgueira. “Já imaginou? ‘Cuidado, que vêm aí os Leões da Musgueira.’ Se já temos a fama que temos, então é que havia de ser...” Leão soa mais agressivo do que águia. E as palavras são importantes.
Quadros traz uma camisa de pescador apertada até ao último botão, não vá o frio da noite, a última de treinos antes do jogo com o Casa Pia, meter-se onde não é chamado. Olha em frente, para o campo do Alto do Lumiar, onde os jogadores insultam a bola quando não entra na baliza, mas o pensamento ficou lá atrás. “O clube foi fundado por miúdos. As primeiras quotas eram marcadas em cadernos da escola.”
EM 1963
Ele era um dos miúdos, em 1963 acabado de chegar à Musgueira Norte vindo da Charneca. Os adultos erguiam as barracas e os putos, “bandos de pardais à solta, índios, capitães da malta”, jogavam à bola num charco. Decidiram criar o Águias para que os aceitassem em torneiros particulares e jogos amigáveis. Chamaram para presidente Manuel Rosa, “uma pessoa mais velha”.
Só oito anos depois, em 1971, o Clube Recreativo Águias da Musgueira passou a federado. Os putos tinham crescido. Transformaram-se em homens das obras. Tinham corpo e habilidade suficientes para, depois do 25 de Abril de 1974, deitarem mãos à empreitada do próprio campo de futebol. Fizeram-se peditórios. Moedas de 10 e 20 escudos tilintaram em caixinhas. Todas juntas somaram mais de cem contos.
O dinheiro bastou para que se começasse a alisar um terreno, próximo do aeroporto, antes cedido ao clube pela Câmara Municipal de Lisboa. O areão era espalhado durante o treino. “Os miúdos e, à noite, os seniores, em vez de treinarem com a bola, treinavam com as pás e com as picaretas.” Não foi só na Meia Praia da cantiga. Também na Musgueira vieram “mulheres e crianças, cada qual com o seu tijolo”.
Moradores, sócios e atletas construíram o estádio em três meses. Não lhe deram o nome de nenhum deles ou de alguém ilustre. Ficou Campo dos Sacrifícios. Não porque fosse um sofrimento jogar lá, mas todos sabiam o que lhes tinha custado erguê-lo. O jogo de inauguração foi com um rival histórico e geograficamente bem próximo do Águias da Musgueira – o Tunelense.
ANTÓNIO QUADROS
António Quadros viu a Musgueira (Norte e Sul) erguer-se e depois viu-a ajoujar diante do camartelo ao serviço do Programa Especial de Realojamento (PER), popularmente chamado de erradicação de barracas. Na Alta de Lisboa, sítio da maior concentração de alojamentos precários da cidade no final dos anos 90, foram realojadas cerca de dez mil pessoas, também do Bairro Cruz Vermelha, Quinta Grande, Quinta do Louro, Quinta da Pailepa e outros. Os prédios de vários andares ocuparam o lugar das casas de lata.
Mesmo assim, Musgueira continuou a ser sinónimo de barracas. E, já se sabe, as palavras são importantes. Tanto que chegou a discutir-se, em assembleia geral, a mudança de nome do clube. Onde se lê Musgueira passaria a ler-se Alta de Lisboa. Clube Recreativo Águias da Alta de Lisboa. Bonito. Limpinho. Com cheiro a classe média. Nem pensar, opôs-se a maioria dos sócios. Entenderam que mudar o nome seria uma traição ao palmarés do Águias da Musgueira, que, sem falar das vitórias no boxe, em 1990/91 e 1991/92 manteve uma equipa sénior de futebol na terceira divisão nacional.
Neste momento, o objectivo é mantê-la, exactamente com o mesmo nome, sem tirar ou pôr sequer uma letra, entre as dez primeiras na divisão de honra da Associação de Futebol de Lisboa.
COMPLEXO DESPORTIVO - ALTO LUMIAR
O campo já não é dos sacrifícios. Tão pouco de areão. O do Complexo Desportivo Municipal Alto Lumiar tem relva e iluminação nocturna. Os jogadores alinham-se diante da baliza e rematam. No jargão do futebol chama-se finalização. O treino, o terceiro e último da semana, acaba. Os homens atiram-se para o chão e fazem alongamentos. O mais novo tem 18 anos, o decano 33.
O equipamento de treino é deles. Não há uniformidade. “Ninguém pára o Musgueira”, mandou um deles imprimir nas costas da camisola para que não se esqueça a época passada, quando o clube subiu à divisão de honra de Lisboa. O equipamento oficial, vermelho e branco, levam-no para casa, lavam-no eles, as mães, as mulheres ou as namoradas, passam-no e trazem-no vestido de casa para os jogos.
Findo o treino, brincam uns com os outros. Ocupam-se a parodiar a fama que sabem ser a deles. “Ó Surf, ele disse ‘c’anda cá não existe.’ Ora diz lá tu: ‘c’ anda cá existe ou não?” Surf completou o 12.º ano. “Do dia e não da noite.” Riem-se todos. Ou, pelo menos, os que não quiseram carregar a baliza para fora do campo. É preciso deixá-lo em condições para o jogo, com os Unidos, dos juniores no dia seguinte, sábado. Os que a levam em braços não arriscam a gargalhada que lhes traria desequilíbrio ao corpo.
‘Surf’, Paulo ‘Surf’, de real sobrenome Ribeiro, é funcionário da Junta de Freguesia do Lumiar. Aos 33 anos, já não se empoleira nas ondas, hábito que lhe valeu o epíteto. “Estou a ficar velho e agora sou pai de uma menina de sete meses.” No Águias da Musgueira joga atrás, à defesa. E à frente, ao ataque.
“Quero é jogar”, explica o versátil atleta no caminho entre o Alto do Lumiar e o Estádio Pina Manique. Hoje é o grande dia. De jogo com o primeiro classificado da divisão de honra. O Águias é o 12.º ‘Surf’ não desanima. “São onze contra onze.” E a bola é redonda. E prognósticos só no fim do jogo. E, por agora, chega de jargão.
O autocarro que leva os jogadores tem o selo UTIC - União de Transportadores para a Importação e Comércio, que cessou actividade em 1992. É um clássico de volante colossal e janelas sombreadas pelo desenho de águias de asas estendidas sobre uma bola de futebol. Os solavancos sucedem-se, distribuindo aleatoriamente vírgulas entre as palavras de ‘Surf’. Diz que jogava no Charneca, ali mesmo ao lado, e quem o trouxe para o Águias foi António Quadros, antes presidente do Charneca.
‘Surf’ traz há seis anos ao peito o vermelho e branco do Águias. Desde então já treinou em três campos – o dos Sacrifícios, um provisório na Ameixoeira e o actual, no Complexo do Alto do Lumiar, “com tudo o que se pode pedir num equipamento do tipo”, afiança.
Mudaram os campos. Mudou o bairro da Musgueira. Mudaram também, de alguma maneira, os adeptos do Águias. “Há pessoas que não eram adeptas e agora são. Outras viviam aqui, torciam pelo clube e entretanto foram realojadas noutros sítios.” O que se mantém, o que não há maneira de mudar, é a fama do bairro. “Já se sabe, como é um clube da Musgueira, basta haver um incidente...”
Há-de ser um eufemismo chamar incidente ao sucedido no jogo com o Ponterrolense. O árbitro David Spínola teve de receber tratamento hospitalar após a agressão perpetrada por meia dúzia de ‘águias’ em fúria, agora impedidas de bater as asas em campo. Diante da indisciplina e receando a descida, a direcção do clube chamou a antiga glória e sócio benemérito José Maria Marques para treinar a equipa.
JOSÉ MARIA
José Maria iniciou a carreira como futebolista no Campo dos Sacrifícios, pelado, não electrificado e sem água quente. Depois treinou o Oliveira do Hospital, o Águias de Camarate e o Sport Lisboa e Fanhões. Desde Janeiro do ano passado que observa atentamente o desempenho da equipa sénior do Águias da Musgueira. “Nunca se tinham verificado expulsões, tirando no jogo com o Tojal e foi já depois do jogo.”
O mister não considera os seus atletas indisciplinados. “Tenho uma semana e meia de trabalho e só posso dizer o melhor deles.” Já sobre o caso no campo do Ponterrolense só pode dizer que “foi uma má tarde desportiva”. José Maria sabe contudo que os ‘águias’ seniores precisam de “um pulso forte na liderança”. Precisam dele ainda mais do que de pontuar para manter o lugar de honra.
Os seniores são pêra doce comparados com os atletas de 13 e 14 anos, idades difíceis, respondonas. É preciso pulso de ferro. “Quando os miúdos não cumprem as regras é preciso dizer-lhes que para a próxima não jogam”, defende o presidente António Quadros, que não resiste à comparação: “Era muito melhor antigamente, os jovens eram mais humildes, não tinham as regalias que têm hoje.” Também “não havia os problemas com a droga.” E, para concluir, não havia uma televisão em cada casa – as pessoas juntavam-se na sede do clube recreativo, participavam mais na vida do Águias da Musgueira.
Nuno Garcia – nome de guerra ‘Canina’ – não sabe nada desse tempo. Tem 25 anos e é o capitão dos ‘águias’. Homem de poucas palavras e mãos calejadas, Garcia trabalha na construção civil. É ajudante de ladrilhador numa obra em S. João do Estoril. De segunda a sexta-feira, os primeiros raios de sol encontram-no junto à estação do Metro do Lumiar. O patrão dá-lhe boleia para Cascais. 7h20 é a hora da partida.
Três vezes por semana, pela mesma hora mas da noite, ‘Canina’ troca a pá de fazer cimento pela bola. Raramente falta aos treinos no campo do Complexo Desportivo do Alto do Lumiar. Tal como ‘Surf’, também jogou no Charneca e veio “atrás do presidente”.
Dentro das quatro linhas, ‘Canina’ assume o lugar de médio-centro e nem parece ter o corpo moído do trabalho. Há uma explicação simples para o vigor físico que demonstra nos treinos: “Eu gosto da bola.” De desperdiçar palavras é que não gosta mesmo nada. Ou tem a armadura especialmente preparada para quem pretenda atirar-lhe para cima a reputação do clube.
PAULO CAVACO
Paulo Cavaco, no campo defesa-direito e fora dele motorista, prescinde de bom grado da armadura. “Não é só no Águias. Há confusão em todos os clubes.” Ele sabe do que fala pois já passou por vários. Começou a jogar futebol no Bairro de Santiago, em Camarate. Passou depois para o Sacavenense. Também vestiu as cores do Charneca, antes de mudar para o Povoense. Há quatro anos chegou ao Águias da Musgueira. “Nos clubes de bairro vive-se o futebol com o coração.”
Em tão longa carreira, o coração de Paulo Cavaco nunca falhou. O que lhe tem faltado é dinheiro ao fim do mês. “Onde ganhei mais foi no Povoense. Eram 50 contos, sempre certinhos.” No Águias da Musgueira só os atletas que moram mais longe “levam qualquer coisa, para ajudar a pagar a gasolina”, reconhece o presidente do clube. “Tomara a gente dar-lhes uns almoços de vez em quando” – suspira António Quadros – mas “as mais das vezes só é suficiente para uma sande e uma cerveja no fim do jogo”. Nem o treinador ganha 250 euros, assegura o assentador de revestimentos reformado.
Do campo do Alto do Lumiar ao de Pina Manique são 15 minutos em dia sem trânsito na cidade, como costuma ser o domingo. O autocarro, o clássico do Águias da Musgueira, prepara-se para entrar nas instalações do Casa Pia. Numa subida mais pronunciada, a carroçaria geme. Os atletas dão alento ao motorista. “Puxa! Puxa!” Cavaco, que há--de marcar o primeiro golo do Águias, ao minuto seis, não gosta de perder nem a feijões. Pensa na vitória. “Pelo menos um pontinho.” O empate.
Tem 29 anos e raramente passou sem futebol. “De que me lembre, só não joguei um ano, antes de entrar para o Sacavenense.” Também já treinou uma equipa de futebol feminino no bairro onde mora, em Camarate, no âmbito de um projecto de acção social e combate à exclusão. Mas do que Paulo Cavaco gostava mesmo era de treinar os infantis. “Porque através do futebol é possível abrir os horizontes dos miúdos que andam na rua.”
O clássico estacionou. Não há tempo para mais palavras. O mister e os ‘águias’ encaminham-se para o balneário para acertarem a táctica. À bancada vão chegando os adeptos dos ‘gansos’ do Casa Pia. Trazem almofadas e toalhas de praia para suavizar a dureza dos assentos.
Ouve-se um homem contar que esteve “de molho durante uma semana”, a ver se se “punha bom para ver o Casa Pia.” Depois não se ouve nada a não ser o que sai dos alfifalantes – “canta lá cachopa essa cantiga...” Os adeptos do Águias da Musgueira desprezam a bancada contígua. Preferem a relva do outro lado do campo.
O jogo começou. “Musgueiiiiiira!”, ouve-se de um lado. “P’rá barraca”, contrapõem do outro. Quando um ‘águia’ cai os simpatizantes dos ‘gansos’ brindam-no com “têm fama de ser rafeiros e afinal são uns maricas.” Resultado final: 3-2 para o Casa Pia. Desta vez não houve cacetada.
MAIS UM CASO, AGORA COM OS UNIDOS DO CACÉM
Depois de cinco jogadores do Águias terem sido suspensos por agressão ao árbitro no campo do Ponterrolense, em Torres Vedras, também o clube Unidos do Cacém, da I Divisão Distrital, se distinguiu – pela negativa.
No último domingo houve invasão do campo do Sacavenense. Adeptos e jogadores envolveram-se em actos violentos. Um suplente fugiu à Polícia mas deixou para trás o fato de treino, onde guardava cinco gramas de haxixe, uma faca e 400 euros.
ALTA DE LISBOA EM NÚMEROS: UM SÉCULO DE MUDANÇA
10 MIL Na Alta de Lisboa foram realojadas cerca de 10 mil pessoas, dos bairros da Cruz Vermelha, Musgueira Sul e Norte, Quinta Grande, Quinta do Louro, Quinta da Pailepa e outros locais. Estima-se que a população a residir em habitação social venha a ter um peso de apenas 10 % a 30 %.
2001 As duas últimas famílias que ainda moravam no bairro de barracas da Musgueira Sul foram realojadas no dia 28 de Dezembro de 2001 no Alto do Lumiar, terminando um processo iniciado em 1992.
2.840 Em 1900 viviam na área da freguesia do Lumiar 2.840 pessoas.
30 MIL Em 2000 viviam mais de 30 mil pessoas na área da freguesia do Lumiar.
Quando se levantam vozes reclamando o veto do Águias da Musgueira em qualquer escalão – seja o jogo em casa ou fora –a Domingo visitou o ninho da águia.
O clube foi fundado em 1963 por um grupo de miúdos sem eira nem beira e as primeiras quotas marcadas em sebentas escolares. Passaram 45 anos. Já não há barracas na Musgueira.
Demolir a exclusão é mais difícil. Poucos são os ‘águias’ que completaram o 12º ano. Menos ainda os que têm emprego qualificado. Muitos fazem pela vida na construção civil. Não se ter nascido em berço de ouro não é desculpa para a violência. Os ‘águias’ deviam sabê-lo.
Os ‘gansos’ do Casa Pia são os primeiros da Divisão de Honra da Distrital de Lisboa. Os ‘águias’ da Musgueira não tiveram tarefa fácil na deslocação ao Estádio Pina Manique. Hoje jogam em casa com o Linda-a-Velha, terceiro classificado da prova, que não perdeu desde que mudou de treinador.
Miguel, Paulo, Cacau, Moutinho, Igor, Cavaco, Bruno, João Oliveira, Cortezão, Eugénio e Pedro Machado são os ‘águias’ que jogam do início no Campo do Casa Pia. No banco dos suplentes estão Marco, Lélio, Guedes, Sérgio e
Garcia. Os jogadores da equipa sénior do Águias da Musgueira – que na época passada conseguiu guindar--se à Divisão de Honra – têm entre 18 e 33 anos. Uma grande parte já passou por outros clubes.
Os adeptos do Musgueira assistem ao jogo com os ‘gansos’ da Casa Pia na zona oposta às bancadas. O local permite-lhes mobilidade. Há quem passe os 90 minutos um lado para o outro, acompanhando os jogadores.
NUNO GARCIA
‘Canina’, tem 25 anos e é o capitão da equipa sénior do Águias da Musgueira. No campo é médio-centro. Fora dele é ajudante de ladrilhador, agora a trabalhar numa obra em S. João do Estoril. Jogou antes no Charneca, que se juntou ao Sporting da Torre para formar a União Desportiva Alta de Lisboa.
PAULO RIBEIRO
‘Surf’, tem 33 anos. É defesa mas também joga à frente. Trabalha na Junta de Freguesia do Lumiar. É pai de um bebé de sete meses. Joga futebol para descontrair. Está há seis anos no Águias.
PAULO CAVACO
29 anos, é defesa-direito, médio-centro, “o que o mister quiser”. Fora do campo é motorista numa empresa de material de design. Mora em Camarate. Gostava de treinar os Infantis.
JOSÉ MARIA MARQUES
O mister, que na vida ‘civil’ é dono do café da Associação de Pescadores, dá a táctica para o jogo com o Casa Pia. Os jogadores sabem a lição de cor mas ouvem-na outra vez. O campo é de futebol e não de batalha.
JOÃO SILVESTRE
Arbitrou o jogo entre o Casa Pia e o Águias da Musgueira. A auxiliá-lo estiveram Pedro Beato e Carlos Martins. Os ‘águias’ Igor e Cortezão viram o cartão amarelo, ao minuto 15 e 40, respectivamente. Mesmo assim, o jogo foi pacífico.
ANTÓNIO QUADROS
Tem 59 anos. Era um miúdo quando, em 1963, ajudou a fundar o Clube Recreativo Águias da Musgueira. Mais tarde, nos anos 70, trabalhou na construção do Campo dos Sacrifícios. Deixou o Águias mas continuou ligado ao desporto. Já reformado da sua profissão de assentador de revestimentos, voltou ao ‘ninho’.
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