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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Artigo exclusivo

“Pessoa sonha, em 1935, com o derrube de Salazar”

O livro ‘Que Salazar era o Salazar de Fernando Pessoa’, com comentários de Manuel S. Fonseca, reúne textos do poeta sobre o homem que pôs ordem nas Finanças e depois amordaçou o País.

05 de setembro de 2021 às 09:51

Fernando Pessoa menospreza tanto o fascismo como o comunismo e se, nos primeiros textos políticos, se nota uma certa admiração pelo professor de Coimbra, que reorganiza as finanças do País, não é mais do que reconhecer esse mérito, tal como fizeram tantos na altura. Nacionalista, “Tudo pela Humanidade, nada contra a Nação”, antirreacionário e conservador ao estilo inglês, Fernando Pessoa apaga-se aos 47 anos, muito antes de estar em pleno o rolo opressor da ditadura, sem que por isso tenha deixado de o antecipar, como fica expresso neste livro da Guerra & Paz Editores.

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