Marlon Brando? O maior actor de sempre. Realizou um só filme – mas foi a fita mais fiteira da História. Ao pé dela, as cataclísmicas filmagens de ‘E Tudo o Vento Levou’ não passaram de uma tempestade num copo de água. Agarrem-se à sela, leitores.
‘One-Eyed Jacks’ consumiu tanto tempo que não se pode dizer de que ano é. A rodagem começou em 1957 e a estreia foi em 1961! Entretanto, a Paramount manteve equipas inteiras de papo para o ar, com o taxímetro a correr. Primeiro, Brando contratou os novatos Sam Peckinpah e Stanley Kubrick (guionista e realizador). À espera do argumento, Marlon casou com a indiana Anna Kashifi, namorou a porto-riquenha Rita Moreno e actuou em ‘Sayonara’, em Tóquio (onde papou a japonesa Miiko Taka). Depois, demitiu Peckinpah e Kubrick e arregaçou as suas próprias mangas. Enquanto isso, protagonizou ‘Young Lions’ e foi para a cama com Frances Nuyen.
‘One-Eyed Jacks’ é um western – a única cóboiada com vista para o mar (o oceano Pacífico). Para Marlon, cada plano era uma filigrana. Numa sequência de apenas dez minutos, no deserto da Califórnia, os técnicos comeram mais poeira do que os seus pares de ‘Lawrence da Arábia’. Marlon teimou em esperar que a areia soprasse na direcção que ele queria (o que levou uma semana). Uma cena de 30 segundos, em que o astro contempla bovinamente o mar sentado numa pedra, precisou de 2 dias.
Brando fungou que 'aguardava a onda certa'. Numa outra em que ele e colegas se enfrascam num saloon, o cineasta exigiu que todos mamassem várias garrafas de tequila. Na milésima refilmagem, com Marlon já grosso, o operador decidiu rodar sem filme na câmara. Ainda assim, mais de um milhão de pés de filme foram rodados, dos quais Brando mandou revelar 250 mil (uma fita importante normal expõe 150 mil pés e revela 40 mil). Como rugiu o produtor: 'Se todas as latas desta fita fossem empilhadas, chegarão quase à altura do ego do filho da mãe!'
O filme atingiu as 35 horas de projecção... Aí, a Paramount deu um murro na mesa e mirrou o mastodonte para 2 horas e tal. Repudiada pelo autor, a versão minorca foi um fiasco. O custo final de 6 milhões de dólares (mais de 60 milhões em dinheiro actual) nunca foi recuperado. Ah, em 1979, Anna Kashifi publicou um livro sobre o ex-marido, no qual admite que fazia que não via as facadinhas hetero e homo de Marlon. Mas nunca o perdoou por ele a ter traído em 1957, com uma pata pela qual se apaixonou num bordel de animais em Tóquio, durante ‘Sayonara’. Raios, as mulheres são mesmo torcidas.
MULHERAÇA
- Martin Eisenstadt, assessor de John McCain, diz ter sido a fonte da história de que Sarah Palin acreditava que a África era um país. Já o ‘New York Times’ garante que tudo não passa de uma história bem alinhavada, mas falsa.
MULHERIO
- A revista feminina ‘Glamour’ elegeu as 10 Mulheres do Ano, nos EUA. Entre elas, a apresentadora de TV Tyra Banks (SIC Radical), a senadora Hillary Clinton e a secretária de Estado Condoleezza Rice. Palin? Qual Palin?
MULHERZINHA
- Jon Friedman, crítico de media do site Market Watch, faz campanha para que a ‘Time’ escolha como 'personalidade do ano' a candidata derrotada a vice, Sarah Palin. Com ironia, alega que 'celebridade acidental, ela mostrou que qualquer um pode chegar ao topo'.
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