Dia 6, Winona Ryder vai conhecer a sentença final, depois de há um ano ter sido apanhada a roubar numa loja chique de Beverly Hills. A actriz é apenas mais uma cleptómana, na vasta lista de famosos.
Na próxima sexta-feira, Winona Ryder estará uma vez em tribunal para ouvir a sentença final referente às acusações de tentativa de furto qualificado e de vandalismo, uma vez que para além de ter roubado cerca de 20 peças de roupa ainda teve tempo de cortar as etiquetas de segurança das mesmas. A protagonista de “A Idade da Inocência” poderá ser sentenciada com uma pena que vai desde a liberdade condicional até três anos de prisão por cada uma das acusações. Mas especialistas nestes casos afirmam que o juiz deverá ser tolerante, dado Winona Ryder não ter antecedentes criminais.
A conhecida actriz foi presa em Dezembro de 2001 por ter roubado roupas e outros objectos avaliados em mais de cinco mil e seiscentos euros, na loja Saks Fifth Avenue, no elegante bairro de Beverly Hills, em Los Angeles, onde estão representados alguns dos mais famosos criadores de moda. Apesar de rara, a história de Winona Ryder não é única entre os famosos de Hollywood. Hedy Lamarr, uma das estrelas mais sensuais do cinema norte-americano das décadas de 30 e 40, foi muito provavelmente a primeira actriz a ser alvo de acusações de furto.
Lamarr, que chegou a ser considerada a “mulher mais bonita do mundo”, entrou na curva descendente porque a MGM queria que fizesse papéis pouco consistentes, explorando as suas capacidades físicas em vez das intelectuais. Como resultado, foi perdendo fulgor, enquanto se descobriam uma série de histórias relativas a alguém que jamais encaixou no papel de diva. E se nos primeiros tempos as notícias eram positivas, em anos recentes viraram-se para o seu lado ‘negro’. Descobriu-se que sofria de cleptomania, tendo realizado alguns furtos quase ridículos. Por exemplo, em 1966 tinha roubado de uma loja de Los Angeles material promocional no valor de uns míseros 86 dólares, para em 91 ter acontecido o mesmo na Florida.
Dessa feita, o material roubado envolvia uma ‘fortuna’ de... 21.48 dólares. Na altura, desculpou-se dizendo ter-se esquecido de colocar determinados produtos dentro do cesto. E se na primeira vez não foi acusada, da segunda esteve um ano emliberdade condicional. Morreu em 2000, sem qualquer sinal exterior de riqueza.
Ainda mais estranha é a história de Bess Myerson, eleita em 1945 a primeira Miss América judia. A beldade, que chegou a participar em programas de TV, foi “apanhada em flagrante” enquanto furtava produtos num centro comercial, em 1988. Tendo em conta que desempenhou o cargo de comissária cultural de Nova Iorque, não era por problemas de dinheiro que praticava tais actos.
Mas a cleptomania não é uma doença só de norte-americanas famosas. Que o diga o Marquês de Blandford, um aristocrata inglês que não se livrou de ir a tribunal por tentativa de furto de dois pares de óculos de sol e de um desodorizante, nos armazéns londrinos ‘Harvey Nichols’. “Esqueci-me de pagar esses produtos. Não há problema, sou cliente habitual”, refutou o marquês em tribunal. A defesa conseguiu provar que ele tinha gasto na manhã desse mesmo dia uma soma três vezes maior nos armazéns, e que possuia um crédito elevado. Winona Ryder não deverá ter a mesma sorte.
Conhecidos como “a terra das oportunidades”, os Estados Unidos provam que qualquer assunto, incluindo a prisão de Winona Ryder, pode gerar grandes negócios. Que o diga quem teve a brilhante ideia de imprimir T-shirt’s com a cara da actriz, devidamente acompanhada pela legenda “Free Winona”. A indumentária até está à venda na Internet e, pelos vistos, tem sido um sucesso de vendas, tantos são os que não querem perder este “sui generis” produto. Mas o lucro com a tão falada tentativa de roubo não se fica por aqui. A própria loja de Beverly Hills onde Winona foi apanhada pelas câmaras criou uma nova campanha publicitária, na qual a modelo parece um clone da estrela de cinema. A isto chama-se “ter olho para o negócio”. Bess Myerson e Hedy Lamarr são duas cleptomaníacas que ficaram para a história.
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