Bolsas europeias em baixa arrastadas pela nova subida do petróleo
Cerca das 08h25 em Lisboa, o EuroStoxx 600 recuava 0,66% para 602,92 pontos.
As principais bolsas europeias abriram esta segunda-feira em baixa, arrastadas por um novo aumento do petróleo, no caso do Brent para mais de 110 dólares por barril, e das dívidas soberanas.
Cerca das 08h25 em Lisboa, o EuroStoxx 600 recuava 0,66% para 602,92 pontos.
Perante o receio de que o aumento dos preços da energia se mantenha e dispare a inflação, as bolsas de Londres, Paris e Frankfurt baixavam 0,15%, 1,21% e 0,41%, bem como as Madrid e Milão, que se desvalorizavam 0,69% e 2,10%, respetivamente.
A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a cair 0,40% para 8.996,54 pontos, pela primeira vez abaixo de 9.000 pontos desde 30 de março e depois de ter terminado num novo máximo desde junho de 2008 em 09 de abril (9.484,93 pontos).
Entretanto e enquanto continua sem haver avanços nas negociações entre Washington e Teerão, o preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em julho, subia 1,35% para 110,74 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega também em julho, de referência nos EUA, avançava 1,64% para 102,68 dólares.
O preço do Brent chegou de madrugada a 112 dólares.
O gás natural para entrega em junho no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, subia 2,44% para 51,37 euros por megawatt-hora (MWh).
No mercado de dívida, a rentabilidade do título alemão a 10 anos avança para 3,186%, um máximo desde 2011, depois de ter fechado em 3,166% na sessão anterior.
O euro estava em baixa ligeira e descia 0,08% para 1,1634 dólares, no mercado de câmbios de Frankfurt.
Nas últimas horas, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou que o Irão está a ficar sem tempo para renovar a trégua vigente desde o início de abril e voltou a ameaçar com novos ataques.
À mesma hora em Lisboa, os futuros do Dow Jones e do Nasdaq apontam para recuos de 0,61% e 0,38%, respetivamente.
Os principais índices bolsistas dos Estados Unidos terminaram na sexta-feira em baixa, com recuos do Dow Jones e do Nasdaq de 1,07% e de 1,54%.
Na Ásia, o índice Nikkei de Tóquio caiu 1,08%, o índice de referência da bolsa de Xangai perdeu 0,08%, o da de Shenzhen cedeu 0,50% e o Hang Seng de Hong Kong recuava 1,31% no final da sessão.
A nível macroeconómico, foi conhecido que a produção industrial da China cresceu 4,1% em abril em termos homólogos, uma desaceleração de 1,6 pontos em comparação com o dado de março.
Na Europa, a companhia aérea irlandesa de baixo custo Ryanair informou esta segunda-feira que os lucros anuais dispararam 40% para 2.260 milhões de euros, depois de ter subido 10% os preços - quando um ano antes os tinha reduzido em 7% - e que o número de passageiros transportados subiu 4%.
A Ryanair referiu também que prevê um aumento de gastos para o atual exercício fiscal.
Nos EUA, a Associação Nacional de Promotores Imobiliários, NAHB, publica esta segunda-feira o índice da habitação correspondente ao mês de maio, que se espera que se tenha mantido em termos muito semelhantes ao nível registado em abril, de 34 pontos (acima dos 50 indica otimismo e abaixo pessimismo).
Por sua vez, os metais preciosos estão em mistos, com uma subida de 0,04% no caso do ouro, para 4.541,97 dólares a onça, e um recuo de 0,50% no caso da prata, para 75,61 dólares.
Em relação às criptomoedas, a bitcoin cede 1,74% para 76.884,20 dólares.
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