Défice nos 0,4% e PIB dispara acima dos 200 mil milhões

Em 2018 o PIB ultrapassou os 203 mil milhões de euros.

24 de setembro de 2019 às 08:42
Mário Centeno Foto: Movephoto
Mário Centeno
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A revisão das contas nacionais realizada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) deu esta segunda-feira uma prenda a Mário Centeno. Graças à correção dos números do investimento desde 2016 (particularmente em Construção) e das Exportações (graças ao Turismo), o ministro das Finanças pode falar "numa pequena revolução" na nossa economia.

O crescimento de 2017 subiu para 3,5% e o de 2018 para os 2,4%, já o défice de 2018 foi corrigido em baixa dos 0,5 para os 0,4% do PIB.

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A riqueza produzida em Portugal ultrapassou os 203 mil milhões de euros em 2018, muito graças à subida do investimento, que o INE reviu em alta em mais 1,6 mil milhões de euros (1,1 mil milhões diretamente atribuídos à Construção), e às Exportações, que mereceram uma correção de 866 milhões de euros a mais.

Face a esta evolução, Centeno não tem papas da língua:"Não há nenhum outro país na Europa - não há mesmo nenhum outro país na Europa - que nos últimos três anos tenha conseguido juntar estes indicadores todos [crescimento do PIB, evolução da carga fiscal e diminuição da dívida pública] no seu modelo de crescimento e na sua experiência de superação."

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O défice nos primeiros seis meses é de 0,8%, mas no entender de Centeno isso "não coloca em causa a meta final do Governo de 0,2% no final de 2019".

Os números do INE dão ainda conta de um reforço na sustentabilidade do orçamento da Segurança Social. Segundo aquele instituto, em 24 orçamentos da Segurança Social analisados só em dois anos (1995 e 2001) se registaram resultados deficitários.

Mais, o INE realça que, desde 2015, o orçamento do sistema responsável pelo pagamento da generalidade das reformas em Portugal tem registado, em média, excedentes na ordem dos mil milhões de euros ao ano.

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Receita dos impostos sobe há seis trimestres

A carga fiscal de 2018 foi revista em baixa em cinco décimas, para 34,9% do PIB, mantendo-se porém no valor mais alto de sempre. Centeno defende-se dizendo que "a carga fiscal sobre o PIB mantém os valores de 2015".

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