OCDE revê em baixa crescimento da economia portuguesa para 1,8% em 2026

Previsões são mais pessimistas do que as do Governo, que também reviu as estimativas para este ano para um crescimento de 2%.

04 de junho de 2026 às 07:42
Economia Foto: NurPhoto via Getty Images
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A economia portuguesa deverá crescer 1,8% em 2026 e 1,7% em 2027, segundo as previsões divulgadas esta quinta-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que representam uma revisão em baixa face às estimativas de dezembro.

Estas previsões são mais pessimistas do que as do Governo, que também reviu as estimativas para este ano para um crescimento de 2%, segundo o Relatório Anual de Progresso de 2026 entregue a Bruxelas em abril.

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No Economic Outlook divulgado esta quinta-feira, a OCDE sinaliza que os preços mais altos da energia irão impactar a economia portuguesa e que a inflação deverá atingir um pico de 3,2% em 2026.

Por outro lado, os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o mercado de trabalho 'quente', os cortes permanentes de impostos e o apoio orçamental temporário "irão amortecer o impacto dos preços da energia e das tempestades severas na procura interna em 2026", projeta a organização.

Já o crescimento das exportações "aumentará progressivamente com a procura externa ao longo de 2027".

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No que diz respeito aos riscos, a OCDE alerta que "uma queda adicional na taxa de poupança das famílias e uma evolução salarial mais forte do que o esperado poderão fortalecer o consumo, mas também alimentar a inflação", enquanto uma "implementação incompleta dos projetos financiados pelo PRR ou interrupções prolongadas nos mercados de energia podem prejudicar as perspetivas".

No arranque deste ano, "eventos climáticos extremos e o conflito em evolução no Médio Oriente desaceleraram a atividade económica", enquanto a inflação subiu para 3,3% em abril, "impulsionada por um forte aumento nos preços dos combustíveis e pelos preços ainda elevados dos alimentos, enquanto a inflação subjacente ficou em 2,1%".

A OCDE prevê que a inflação vai atingir 3,2% em 2026 e depois abrandar para 2,5% em 2027, à medida que os preços internacionais da energia caírem e as pressões sobre os preços dos serviços diminuírem lentamente.

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