Poupança das famílias cresce para 193,1 mil milhões de euros e atinge novo máximo
Depósitos à ordem, cuja remuneração é residual ou inexistente, aumentaram 940 milhões de euros. Montante a prazo recuou.
Os depósitos das famílias portuguesas aumentaram 506 milhões de euros no mês passado, para um total de 193,1 mil milhões. Trata-se de um novo valor recorde de poupanças. O Banco de Portugal, que esta sexta-feira divulgou os dados, explica que esta variação face a abril “resultou do aumento, de 940 milhões de euros, das responsabilidades à vista (constituídas quase na íntegra pelos depósitos à ordem)”, cuja remuneração é residual ou inexistente.
Em sentido inverso, houve uma queda de 433 milhões de euros no dinheiro a prazo. De resto, este foi o sexto mês consecutivo em que o conjunto dos depósitos de particulares desacelerou por comparação com 2024, passando de 5,9% para 5,7%. Esta tendência, observada desde novembro de 2024, "estará relacionada com a redução verificada na remuneração destes depósitos e com o aumento que se tem verificado nos últimos meses nas subscrições líquidas de Certificados de Aforro (CA)", justifica o Banco de Portugal.
Os CA, que em junho vão pagarão um juro de 2,07%, levaram à aplicação de 541 milhões de euros em abril. Apesar da menor atratividade, este produto de poupança do Estado continuará a remunerar melhor do que os depósitos, já que a taxa média associada a novas operações se fixa em 1,44%.
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