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5,5 mil milhões de euros engrossam "almofada" das pensões

Fundo fechou o ano passado com cerca de 42 mil milhões de euros, o valor mais elevado de sempre

22 de janeiro de 2026 às 01:30

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social anunciou esta quarta feira, na Assembleia da República, que vão ser transferidos 5,5 mil milhões de euros para a chamada "almofada" das pensões, um fundo que visa garantir o pagamento das reformas durante dois anos. Com esta transferência, o fundo atingirá o valor histórico de 47,5 mil milhões de euros. 

"O governo procederá a uma transferência não-obrigatória de saldos da segurança social para o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), no valor de 5,5 mil milhões de euros, o maior valor de sempre reforçando assim a proteção de todas as pensões sem exceção",  afirmou Maria do Rosário Palma Ramalho, na sua intervenção inicial, perante os deputados. 

Já no ano passado, foi feita uma transferência  de quatro mil milhões de euros o que contribuiu para o FEFSS chegar ao final de 2025 com cerca de 42 mil milhões de euros, uma verba que asseguraria o pagamento de pensões durante dois anos e oito meses, caso fosse necessário. Aliás, nenhum governo necessitou até agora de o fazer, desde que foi criado em agosto de 1989. 

Esta transferência fez-se no ano em que o país atingiu o número mais elevado de trabalhadores desde que há estatísticas sobre o tema, ou seja, desde 1998: 5,3 milhões de pessoas a trabalhar, sublinhou a ministra, recordando ainda que o desemprego recuou para 5,7%.

Para além disso, a carteira de investimentos do fundo registou uma rentabilidade de 3,92%, que somando mais 1,5 mil milhões de euros ao montante global.   

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