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ADSE aumenta tectos da tabela de preços

Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) pediu subida de 130 tarifas máximas.

16 de fevereiro de 2018 às 01:30

A ADSE – subsistema de saúde dos funcionários públicos – aceitou aumentar os limites máximos das novas tabelas de preços, para satisfazer as reivindicações dos privados. A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) contrapropôs a subida de 130 tarifas que os privados podem cobrar aos beneficiários. Em alguns casos, os responsáveis do subsistema aceitaram.

"A ADSE encontra-se a ponderar algumas sugestões [dos privados]", admite ao CM fonte oficial do subsistema de saúde. "Dos 270 preços fechados de procedimentos cirúrgicos que a ADSE propôs, os privados apresentaram contraproposta para aumento de 130", refere. As tabelas não estão ainda fechadas mas, segundo sabe o Correio da Manhã, parte destes preços foram já alterados de acordo com os pedidos dos privados. "Em alguns casos, a diferença de preços era tão pequena, de poucas dezenas de euros, que a ADSE ajustou o preço", revela a mesma fonte, adiantando que algumas das restantes propostas "estão longe do que defende" o subsistema.

Assim, não é a existência de limites máximos e mínimos que separa privados e ADSE, mas a fixação dos valores máximos. "A APHP concorda com o estabelecimento de limites, em alguns casos, o que já é um avanço. Mas ainda não há fumo branco", diz.

Apesar disso, o conselho diretivo quer ver as novas tabelas em vigor em abril, revela ao CM José Abraão, secretário-geral da FESAP, após a reunião de quinta-feira do Conselho Geral e de Supervisão – na qual os representantes dos beneficiários defenderam que o alargamento do subsistema de saúde deve ter como prioridade os trabalhadores com contrato individual de trabalho (CIT), os "arrependidos" (quem deixou a ADSE) e os que não se inscreveram no prazo.

Ao que o CM apurou, a ADSE volta a reunir com a APHP duas vezes na próxima semana para continuar as negociações.

Representante dos beneficiários na direção é da CGTP   

Eugénio Rosa, economista ligado à CGTP, foi o nome escolhido pelo Conselho Geral e de Supervisão (CGS) para representar os beneficiários no conselho diretivo da ADSE. Rosa foi eleito com quatro votos a favor, um contra (da FESAP) e três abstenções – da Associação de Reformados, do Sindicato dos Quadros Técnicos e de João Proença, presidente do CGS. Os restantes têm ligações à CGTP.

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