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Correio da Manhã

Economia
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Casas ao preço de automóveis

Os preços de base para licitação já eram baixos e alguns pouco subiram, o que permitiu a vários licitadores comprarem apartamentos na região da Grande Lisboa por menos de 40 mil euros. "Há carros que custam mais, meus senhores", incentivava Pedro Belo, o pregoeiro do leilão de imóveis ontem realizado pela Euro Estates, na Feira Internacional de Lisboa.

26 de Outubro de 2008 às 21:00
Participantes encheram sala da FIL para comprar imóveis a preço de saldo
Participantes encheram sala da FIL para comprar imóveis a preço de saldo FOTO: Mariline Alves

Trinta mil euros era o preço mais baixo do leilão que colocou à venda 67 imóveis – entre os quais quatro lojas – localizados nos concelhos da Amadora, Sintra, Seixal e Barreiro, entre outros. O valor-base mais elevado correspondia a uma loja no Parque das Nações, em Lisboa, colocada a leilão por 505 mil euros e que acabou por não ser vendida.

Muitos dos apartamentos acabaram por ser comprados por pouco mais do que o preço-base. Foi o caso de um T2 na Amora, por exemplo, arrematado por 33 500 euros (500 euros a mais do que o preço-base). Ou de um apartamento de dois quartos em Setúbal, vendido por 36 mil euros, depois de uma curta disputa entre dois licitadores, que elevou o preço-base em seis mil euros.

Preços que podem explicar o sucesso do leilão de ontem que terminou com cerca de 70% dos imóveis pertencentes à CGD vendidos, uma percentagem habitual nestes eventos, mas algo inesperada "em tempo de crise", como recordou Diogo Livério, da empresa leiloeira.

Os preços baixos cativam quem quer comprar casa de forma mais acessível do que o mercado e para quem quer investir. E entre estas duas categorias de compradores, foram mais de 500 os participantes neste leilão de imóveis que se prolongou por cerca de três horas e se saldou em vendas 3,5 milhões de euros (a base de licitação totalera de 5 milhões de euros).

Muitos dos visitantes destes leilões procuram bons negócios, isto é, casas baratas que, depois de algumas obras de restauração, são postas à venda por valores mais elevados. Cerca de 50 % dos participantes do leilão de ontem incluíam-se nesta categoria

Os interessados podem encontrar "preços abaixo do mercado" e soluções de crédito à medida de cada necessidade, garante a leiloeira. De acordo com a empresa, os valores com que as casas vão a leilão representam descontos da ordem dos 30 a 40%. Antes do leilão, as casas podem ser visitadas e os interessados podem fazê-lo mesmo acompanhados por avaliadores. No caso de vir a a ser adquirida em leilão, a compra não envolve qualquer comissão.

Os preços dos imóveis são definidos apenas para o leilão, subindo quando termina o evento. Em regra, os participantes ainda têm algumas horas, depois de o leilão terminar, para manifestar interesse, caso tenham mudado de ideias.

DETALHES

MORADIA NA AZAMBUJA

Uma pequena moradia (tipo T2) perto da Azambuja, com um vasto terreno de 24 803 metros quadrados, foi vendida por 65 mil euros. O seu valor comercial era de 100 mil euros.

ANDAR POR 140 MIL EUROS

Um terceiro andar no Lumiar, com 103 metros quadrados, e com um valor comercial de 150 mil euros, foi arrematado por 140 mil euros. Já um apartamento na Reboleira (43 m2), foi vendido por 40 500 euros.

 

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