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Correio da Manhã

Economia
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EXTRACÇÃO DE RESINA PODE ACABAR

A extracção de resina está à beira da extinção em Portugal. É, por isso, que os empresários do sector estudam, neste momento, a possibilidade de introduzir um novo método de extracção daquele produto dos pinheiros.
23 de Março de 2003 às 00:00
Leonel Barosa, da indústria de resinagem SOCER, deixou ontem claro, durante as quintas jornadas técnicas dedicadas à "Resina, um Rendimento Florestal", ontem realizadas em Sabrosa, no Douro que o "período difícil que esta actividade atravessa no País está relacionada com a concorrência chinesa e brasileira".

Segundo este empresário, os produtos destes países “chegam à Europa e a Portugal a preços muito mais reduzidos e como tal, para nós, é extremamente difícil concorrer, pois os nossos custos de produção são muito mais elevados".

Em Portugal existiam, no início da década de 90, cerca de 50 fábricas de destilação de resina, enquanto que actualmente existem apenas dez.

Mais: na década de 80 a produção de resina em Portugal rondava as 120 mil toneladas e no ano passado produziram-se apenas 10 mil toneladas.
Em Portugal, e de uma forma rentável, só se explora o pinheiro bravo. As dificuldades em encontrar mão-de-obra qualificada e o seu encarecimento são os principais entraves apontados a actividade. Segundo António Aires, presidente da Associação Florestal do Vale Douro Norte, a nova técnica fere menos o pinheiro e recolhe resina de uma forma mais pura, sem aplicação de sedimentos. Com o método tradicional, a ferida feita no tronco da árvore é mais profunda e à resina retirada são acrescentados alguns produtos químicos.
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