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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Famílias com filhos têm IRS automático

Mais de 1,2 milhões de contribuintes junto com pensionistas no pré-preenchimento.

20 de outubro de 2017 às 01:30

Os contribuintes com filhos (dependentes) vão beneficiar do pré-preenchimento de IRS em 2018. Segundo apurou o CM junto do Ministério das Finanças, a Autoridade Tributária (AT) está a agilizar todos os procedimentos para alargar o IRS automático aos contribuintes com filhos.

Em 2017, o IRS automático era apenas disponibilizado para os contribuintes sem filhos, que apenas tinham rendimentos do trabalho e de pensões. Para o próximo ano, este possibilidade será alargada para os agregados familiares com filhos e que tenham rendimentos de capitais.

Segundo os últimos dados da AT (relativos a 2015), os contribuintes que fizeram deduções relativas a dependentes somavam mais de 1,2 milhões de agregados familiares. Este número vai juntar-se aos 1,8 milhões de contribuintes (trabalhadores por conta de outrem sem filhos e reformados que apenas têm rendimentos de pensões), que já beneficiaram do pré-preenchimento automático em 2017.

Uma outra novidade é a redução do período de reembolsos. Em 2018, o Ministério das Finanças compromete-se a reembolsar os contribuintes num prazo médio entre os 21 e os 23 dias. Mas para quem optar pelo pré-preenchimento, o reembolso pode ser realizado num prazo médio de 12 dias.

As novas tabelas de retenção na fonte de IRS devem entrar em vigor no dia 1 de janeiro de 2018 e o volume de reembolsos esperado em 2018 não deve ser superior ao verificado em 2017 (até maio totalizavam mais de 1,2 mil milhões). Também os prazos para a entrega do imposto não devem mudar em relação aos fixados em 2015. Para todas as categorias de rendimento, o IRS deve ser entregue entre 1 de abril e 31 de maio.

Uma das preocupações do Ministério das Finanças em termos de IRS serão as despesas de saúde que sofreram um "grande aumento em 2015/2016".

Incêndios baralham as contas do Orçamento 2018

Os números do Orçamento de 2018 podem ser completamente alterados depois do Conselho de Ministros extraordinário de amanhã. A ideia do ministro Mário Centeno é que a reafetação de verbas para pagar os estragos e as indemnizações dos incêndios não podem afetar a meta do défice orçamental para 2018 que é de 1%.

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