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Correio da Manhã

Economia
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FMI alerta para o peso dos salários no Estado

Pressão da massa salarial dos funcionários nas contas nacionais aumentou com as 35 horas e o descongelamento de carreiras.
João Maltez 13 de Julho de 2019 às 10:17
Organismo liderado por Christine Lagarde deixou alertas e recomendações ao ministro das Finanças, Mário Centeno
Mário Centeno em Bruxelas, na Bélgica
Mário Centeno
Organismo liderado por Christine Lagarde deixou alertas e recomendações ao ministro das Finanças, Mário Centeno
Mário Centeno em Bruxelas, na Bélgica
Mário Centeno
Organismo liderado por Christine Lagarde deixou alertas e recomendações ao ministro das Finanças, Mário Centeno
Mário Centeno em Bruxelas, na Bélgica
Mário Centeno
O aumento do peso dos vencimentos no conjunto dos gastos públicos é motivo de preocupação para o Fundo Monetário Internacional (FMI).

No relatório anual sobre a economia portuguesa, divulgado esta sexta-feira, o organismo liderado por Christine Lagarde defende a adoção de reformas ao nível do emprego público, para não comprometer a sustentabilidade dos serviços e das contas do Estado.

"Uma revisão abrangente do nível, composição e regras do emprego público ajudaria a identificar formas de controlar o aumento da massa salarial sem afetar a prestação de serviços", defende o FMI.

O relatório adianta também que, ao contrário do compromisso assumido por Mário Centeno no Orçamento de 2018, os custos do emprego público aumentaram, em resultado do descongelamento das progressões na carreira dos funcionários, mas também do regresso ao horário de trabalho de 35 horas.

Outro alerta que o FMI deixa no seu relatório anual prende-se com o sistema de pensões português, que na perspetiva do Fundo continua "caro" e "generoso", apesar das alterações das últimas décadas destinadas a reforçar a sua sustentabilidade.

O fundo recomenda que as mudanças sejam reexaminadas para identificar possíveis ações que "aumentem a equidade no sistema e mantenham um rígido controlo sobre a trajetória dos gastos".

Apesar do Novo Banco défice será de 0,2%
O FMI reviu em alta a previsão para o saldo orçamental de Portugal em 2020, esperando um excedente de 0,1% do PIB, e manteve a previsão do défice de 0,2% este ano, apesar da injeção no Novo Banco.

"O défice orçamental deve cair em 2019, apesar da injeção de capital maior do que o esperado no Novo Banco", lê-se no relatório do FMI divulgado ontem.

A instituição mantém a sua previsão de maio, de um défice de 0,2% do PIB este ano, "uma melhoria" em comparação com o défice de 0,5% registado em 2018.
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