Américo Fernandes, Director-Geral da DHL Portugal, não está preocupado com a concorrência dos correios e considera que a privatização dos CTT é essencial para competir no mercado europeu.
Correio da Manhã - Que medidas de segurança é que a DHL tomou depois do 11 de Setembro?
Américo Fernandes – Não posso, por razões de segurança, explicar as regras. Em situação normal temos sempre procedimento de segurança de rotina. Nessa altura, adoptámos métodos de segurança mais rigorosos e apertados. Não foram registados problemas, mas como apertámos os níveis de segurança, a operação de transporte ficou mais lenta, demorámos mais tempo a manusear a carga, o que levou a que se registassem alguns atrasos nas entregas.
– Como empresa de transportes mundiais, o volume de negócios foi afectado depois do 11 de Setembro e com a guerra no Iraque?
–Depois do 11 de Setembro, verificámos uma quebra no volume de negócios, houve menos transacções. Principalmente de e para os Estados Unidos. O negócio baixou cerca de 10 por cento entre a DHL Portugal e os EUA. Com a guerra no Iraque, não sentimos nenhuma alteração, já estávamos todos à espera, tudo estava previsto e não foi registada nenhuma quebra.
–Quais são as estratégias para o futuro?
–A DHL foi adquirida pelos correios alemães e está num processo de integração com a Danzas e Guipuzcoana EuroExpress. Enquanto antes estávamos vocacionados para o transporte expresso e internacional, a partir de agora podemos oferecer todo o tipo de produtos aos nossos clientes. Podemos oferecer o serviço doméstico, o euro express, que é o serviço rodoviário e o transporte marítimo, através da DHL Danzas e da DHL Solutions. Com esta integração, a DHL torna-se a maior empresa logística a nível mundial porque oferece todo o tipo de serviço.
- Em que é que a DHL se distingue de outras empresas de transporte como a SEUR e a CHRONOPOST?
– Distinguimo-nos pelos tempos de trânsito, somos os mais rápidos a fazer recolhas e entregas. No apoio que damos ao cliente e na capacidade de resolução de problemas que surgem. Se a mercadoria se extravia, temos um sistema para localizar o envio e para o reencaminhar, ou se o cliente quiser, a meio do percurso, podemos mudar o destino do envio. Investimos muito na formação dos recursos humanos para que tenham capacidade de decisão junto do cliente. Fomos considerados uma das 10 melhores empresas para trabalhar em Portugal e uma das 100 melhores empresas da Europa. Em Portugal, temos cerca de 40 por cento do mercado no transporte expresso internacional, somos líder de mercado
- Como é que vê a privatização dos correios em Portugal?
–Penso que é preciso que os correios se privatizem para que sejam competitivos com os outros correios da Europa. A privatização é uma boa forma de alcançar uma competitividade acrescida e que é essencial nos dias que correm . Acho que Portugal, os trabalhadores dos CTT e os seus clientes só têm a ganhar com a privatização.
B.I.
A DHL começou a operar no nosso País em 1982. A sua entrada no mercado nacional é consequência do aumento do fluxo de encomendas para Portugal, e da crescente necessidade das empresas aqui instaladas de enviar encomendas para o estrangeiro.
A empresa abriu um escritório em Lisboa e começou a actividade com 30 pessoas, hoje em dia tem 380 empregados e possui uma frota de 260 veículos.
Os seus aviões garantem três voos diários para Portugal.
Por ano, a DHL manuseia mais de 1,5 milhões de envios.
Como processo de integração agora iniciado, o Grupo prevê aumentar o seu lucro em cerca de 40 por cento até ao final
de 2005.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.