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Fortuna de Belmiro pagava 166 mil salários mínimos

Empresário esteve sempre no top dos portugueses com maior património.

30 de novembro de 2017 às 01:30

A fortuna de Belmiro de Azevedo, avaliada segundo a revista ‘Exame’ em mais de 1,3 mil milhões de euros, dava para pagar o salário mínimo nacional (557 euros) a 166 mil trabalhadores durante um ano. Ou seja, num mês pagaria aquela retribuição a 2,3 milhões de portugueses.

O património do empresário sempre lhe valeu os lugares cimeiros no top dos mais ricos de Portugal. Só na última edição daquela listagem, Belmiro caiu para a quarta posição, ultrapassado pela família Amorim (3,8 mil milhões), por Alexandre Soares dos Santos (2,5 mil milhões) e pela família Guimarães de Mello (1,4 mil milhões).

Segundo a última edição da revista norte-americana ‘Forbes’, que todos os anos publica a lista dos mais ricos do Mundo, Belmiro estava na 1376 posição, com menos um milhão de euros de património em virtude da desvalorização das várias empresas cotadas em Bolsa.

A riqueza e o temperamento de Belmiro sempre dividiram a classe política portuguesa. Ontem, essa divisão ficou patente quando a Assembleia da República aprovou um voto de pesar pela morte do empresário manifestando "total solidariedade" à família e amigos. A esquerda dividiu-se com os comunistas a votarem contra, o Bloco e os Verdes a absterem-se e o Partido Socialista a votar a favor com os sociais-democratas e os centristas.

"A Sonae está hoje presente na Comunicação Social, telecomunicações, retalho, desenvolvendo ao mesmo tempo, através da sua fundação, uma obra social muito assinalável nos domínios da educação, cultura e solidariedade", lê-se no texto proposto pelo próprio presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues. Para o Presidente da República, Belmiro foi uma "figura marcante do nosso meio empresarial e da sociedade portuguesa, em termos de liderança, determinação e visão de futuro".

Dois multimilionários morrem em 4 meses    

Conhecido como o ‘rei da Cortiça’, consta que só teve sapatos na primeira classe. Na história empresarial fica também ligado à banca e a alguns dos maiores negócios das últimas décadas, como a fundação do BCP ou da Telecel (Vodafone), e a privatização da Galp. As filhas Paula, Marta e Luísa são as sucessoras.

Tal como Belmiro de Azevedo, Américo Amorim subiu a pulso e construiu um império. Belmiro de Azevedo, filho de pai carpinteiro e de mãe costureira, era um homem de fé. "Pode enriquecer-se de forma honesta e não tenho quaisquer remorsos", disse ao ‘Expresso’ em 2008.

NÚMEROS 

1965 ano em que Belmiro de Azevedo é contratado para a Sonae, aos 26 anos, para o cargo de diretor de Investigação e Desenvolvimento e inicia reformas na produção da empresa.

1985 foi o ano em que a Sonae abriu o primeiro hipermercado em Portugal: o Continente de Matosinhos. O stock acabou no primeiro dia e o número de entradas passou a ser limitado nos primeiros meses.

1998 foi o ano em que o grupo lançou a Optimus num setor até então liderado por duas operadoras. Em 2006 a Sonae lança uma OPA sobre a Portugal Telecom, que foi altamente mediatizada e que acabou chumbada por influência do governo de José Sócrates.

90 países de todos os continentes têm instaladas empresas do Grupo Sonae. A empresa conta com cerca de 44 mil trabalhadores. É um dos maiores empregadores em Portugal. Em 2016, a Sonae teve um volume de negócios de 5376 milhões e um lucro de 133 milhões.

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