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Galp vai pesquisar petróleo em Moçambique

A Galp Energia deverá arrancar até Setembro com o projecto de perfuração na bacia de Rovuma, no norte de Moçambique, assegurou esta quinta-feira à Lusa o director-geral da petrolífera portuguesa em Moçambique, Carlos Bayan Ferreira.

16 de junho de 2011 às 18:33

A Galp está envolvida na exploração petrolífera na bacia do Rovuma, onde pretende desenvolver um enorme bloco na região, num projecto partilhado com o grupo italiano ENI, que detém 70 por cento da operação.

Em declarações à Lusa, Carlos Bayan Ferreira disse que o arranque do projeto, inicialmente previsto para maio, mais tarde adiado para Julho, está dependente da chegada de materiais que serão usados na prospecção.

O projecto de águas ultra-profundas da bacia de Rovuma "está marcado para os próximos meses, entre Julho e Setembro. Há equipamentos que devem chegar, mas iniciaremos nos próximos meses com o furo. Esperemos ter boas  notícias, tal como existem noutras áreas da bacia do Rovuma", disse.

O director-geral da Galp Energia em Moçambique falava à margem da cerimónia do lançamento do cartão de Abastecimento de Combustível GALP/BCI, banco detido pela Caixa Geral de Depósitos.

BACIA A DOIS MIL QUILÓMETROS DE MAPUTO

A Galp Energia iniciou os trabalhos em Moçambique há quatro anos, após assinatura do contrato com a ENI e com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) de Moçambique para a exploração da área 4, localizada nas águas ultra-profundas da bacia de Rovuma.

O offshore da bacia de Rovuma está situada na costa moçambicana a dois mil quilómetros da capital moçambicana, Maputo, e é dividido em seis áreas.

Além da petrolífera portuguesa, a operação foi atribuída a várias empresas petrolíferas internacionais, designadamente a Anadarko, a NorskHydro, a Petronas e a ENI.

Com profundidades até aos 2.600 metros, estes projectos de águas ultra-profundas estão localizados numa área designada por nova fronteira.

O contrato prevê um período de exploração de oito anos e um período de 30 anos para a fase de produção.

Em Moçambique, a Galp tem uma quota de mercado de 13 por cento.

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