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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Mário Campos é o próximo diretor-geral do fisco após dez anos a liderar informática

Engenheiro já foi designado para o cargo pelo ministro de Estado e das Finanças, para assumir funções em 1 de agosto de 2026.

12 de junho de 2026 às 11:50

Mário Campos foi escolhido pelo Governo para ser o próximo diretor-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), após uma década como subdiretor-geral da AT para a área dos sistemas de informação, anunciou esta sexta-feira o Ministério das Finanças.

Mário Miguel Martins Campos, de 51 anos, é subdiretor-geral da AT para a área dos sistemas de informação há dez anos, desde 07 de março de 2016, subindo agora a diretor-geral para suceder a Helena Borges.

O engenheiro já foi designado para o cargo pelo ministro de Estado e das Finanças, para assumir funções em 01 de agosto de 2026, refere a tutela em comunicado.

Mário Campos foi escolhido pelo executivo de Luís Montenegro (PSD/CDS-PP) depois de realizado um concurso público conduzido pela Comissão de Recrutamento e Seleção da Administração Pública (Cresap), que entregou ao Governo uma lista final com três nomes.

Licenciado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico em 1997, passou pelo Grupo Caixa Geral de Depósitos antes de entrar para a administração fiscal.

No comunicado desta sexta-feira, o ministério afirma que Mário Campos "tem experiência muito relevante no desenvolvimento e na gestão de sistemas de informação, na gestão da inovação, na transformação digital, na modernização de processos, na segurança da informação e na interoperabilidade tecnológica", tanto no setor público quanto no privado.

Quando entrou no mercado de trabalho, começou por ser consultor de sistema de informação na Andersen Consulting, atual Accenture, até até fevereiro de 2001.

De seguida, entre fevereiro de 2001 e janeiro de 2006, antes de ir para a CGD, trabalhou na consultora Deloitte, onde desempenhou funções de consultor sénior na área dos sistemas de informação em projetos nos setores de atividade das telecomunicações e serviços financeiros, refere o seu currículo público.

No banco público, onde estava antes de assumir o cargo de subdiretor-geral da AT para a área informática, foi responsável "pela área de arquitetura de sistemas de informação e arquitetura empresarial, bem como pelo observatório de tendências tecnológicas de suporte ao negócio", segundo a nota biográfica publicada no Portal das Finanças.

No comunicado desta sexta-feira, o ministro das Finanças deixa uma nota de agradecimento à atual diretora-geral, Helena Alves Borges, que lidera o fisco desde 2015, fazendo um "público reconhecimento pela dedicação e elevado sentido de serviço público com que desempenhou as suas funções" e "destacando a forma competente e empenhada como liderou a AT".

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