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Ministro das Finanças admite um "impacto orçamental significativo" devido às tempestades e à guerra

Miranda Sarmento defendeu que apoios públicos contem como despesas pontuais para não afetarem o cumprimento das regras orçamentais da UE.

11 de março de 2026 às 01:30

O ministro das Finanças afastou esta terça-feira a possibilidade de um Orçamento do Estado para 2026 (OE2026) retificativo, embora admitindo que o "impacto orçamental significativo" das tempestades e do conflito no Médio Oriente, poderá levar a "reequacionar essa questão".  Joaquim Miranda Sarmento, defendeu entretanto que os apoios públicos para atenuar o impacto do conflito, nomeadamente no setor energético, contem como despesas pontuais para não afetarem o cumprimento das regras orçamentais da União Europeia (UE).

O desconto no ISP introduzido pelo governo a semana passada insere-se neste tipo de apoios, que visam amortecer a alta do preços dos combustíveis no orçamento das empresas e das famílias. Mas a Comissão Europeia já avisou que vai "monitorizar de perto" o impacto orçamental do desconto. 

O preço do petróleo, por seu turno, cedeu ontem depois do anúncio do presidente dos Estados Unidos,  Donald Trump, de que a guerra estará "praticamente concluída". O preço do barril do Brent, que tinha atingido segunda-feira os 119 dólares, rondava ontem os 90 dólares.  

Questionado sobre os efeitos da subida do preço do petróleo para Portugal, Joaquim Miranda Sarmento precisou estar em causa "sobretudo um impacto do lado da receita fiscal, não nos tetos de despesa e, portanto, não tem uma implicação direta na necessidade de um retificativo". "Nós não vemos, à data de hoje, uma necessidade de um orçamento retificativo, [mas] isso não significa que, mais à frente, se as circunstâncias o impuserem, não se tenha que reequacionar essa questão", declarou Joaquim Miranda Sarmento, em Bruxelas,  no final da reunião dos ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin). 

"Uma questão que foi levantada por Portugal e por outros Estados-membros é se, da mesma forma que os custos da tempestade em Portugal vão ser considerados um 'one-off', ou seja, despesa pontual que não conta para a conta de controlo e para o apuramento do saldo orçamental no cumprimento das regras orçamentais, também foi defendido por alguns países que a despesa ou o impacto orçamental associado a esta crise do Irão [...] também seja considerado como um 'one-off'" declarou o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.

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