Dados da inflação e do PIB determinam atualização de 2,8% nas pensões do 1.º escalão, onde estão 90% dos pensionistas.
A maioria dos pensionistas vão ter um aumento de 2,8% nas pensões a partir de janeiro do próximo ano. A fórmula legal de atualização das pensões baseia-se nos dados da inflação (sem habitação) até novembro e do crescimento real do PIB nos dois anos anteriores, contabilizado até ao terceiro trimestre. Estes dados foram conhecidos ontem com a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística, com os cálculos a apontarem para uma subida de 2,77% nas pensões até duas vezes o valor do Indexante dos Apoios Sociais (1074,26 euros). Este valor é arredondado à primeira casa decimal, o que significa que o aumento será de 2,8%. De acordo com a ministra do Trabalho e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, este escalão inclui cerca de 90% dos pensionistas. Já as pensões entre duas e seis vezes o valor do Indexante dos Apoios Sociais (entre 1074,26 euros e 3222,78 euros) vão ser atualizadas em 2,27%, em linha com a inflação. Por sua vez, as pensões superiores a seis Indexantes dos Apoios Sociais terão uma atualização de 2,02%. As pensões acima de 12 Indexantes dos Apoios Sociais (6446 euros) não terão nenhum aumento.
O Governo irá repetir no próximo ano o suplemento extraordinário para as pensões mais baixas, mas apenas se a evolução das contas públicas o permitir. A confirmar-se, será o terceiro ano consecutivo em que o Governo concede este bónus. Esse valor, recorde-se, não conta para atualizações futuras das pensões.
Na prática, estes valores de atualização significam que, a partir de janeiro, um pensionista que atualmente tem uma reforma de 380 euros brutos, passa a receber 390,64 euros, um acréscimo de 10,64 euros mensal. Por sua vez, uma pensão de 950 euros avançará para 976,60 em 2026, isto é, um aumento de 26,60 euros. Já uma pensão de 1100 euros passa a receber 1124,97 euros, uma subida de 24,97 euros. Ao mesmo tempo, uma pensão de 3300 euros subirá para 3366,66, mais 66,66 euros mensais.
Consumo das famílias alavanca crescimento
A economia portuguesa cresceu 2,4% no terceiro trimestre em termos homólogos e 0,8% em cadeia, confirmou ontem o Instituto Nacional de Estatística. O consumo privado voltou a ser o principal ‘motor’ do avanço do PIB, tendo subido 4%, a taxa mais elevada desde os 4,1% observados nos últimos três meses do ano passado. As despesas de consumo em bens duradouros aceleraram de 8,2% para 9,7%, enquanto as despesas em bens não duradouros e serviços cresceram 3,4% no terceiro trimestre. Segundo explica o gabinete de estatísticas, o “contributo negativo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB foi menos acentuado no 3.º trimestre, refletindo simultaneamente a desaceleração das importações de bens e serviços e o aumento das exportações de bens e serviços”. Já a procura interna deu um contributo positivo para o crescimento da economia, ainda que menor do que no segundo trimestre, refletindo a desaceleração do investimento. Para o conjunto do ano, o Governo inscreveu no Orçamento do Estado um crescimento de 2%. É o mais otimista entre as instituições que seguem a economia portuguesa, que apontam todas para um crescimento de 1,9% em 2025.
BÓNUS "MAIS DIFÍCIL"
O ministro das Finanças, Miranda Sarmento, já admitiu que será “muito mais difícil” atribuir um suplemento extraordinário para as pensões mais baixas em 2026, devido ao peso dos empréstimos do Plano de Recuperação e Resiliência nas contas públicas, que deixa pouca margem orçamental.
Dados são provisórios
Os dados da inflação conhecidos ontem ainda são uma estimativa rápida, tendo de se esperar até 12 de dezembro pela informação definitiva.
IDADE DE REFORMA
Quem tem hoje 22 anos e começar a trabalhar e a descontar para a Segurança Social terá de trabalhar até aos 68 anos para se reformar com uma pensão completa em Portugal, de acordo com a estimativa da OCDE. Para quem inicie agora a carreira e se reforme após 46 anos, o sistema permite preservar 92,7% do salário líquido.
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