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Portugal atingiu 2% do PIB em Defesa mas está entre países da NATO que menos gasta

Despesa estimada de Portugal em 2025 em Defesa será de pouco mais de seis mil milhões de euros, contra 4,4 mil milhões em 2024.

26 de março de 2026 às 13:47

Portugal atingiu em 2025 a meta de 2% do PIB destinado à Defesa, mas está no grupo de cinco países da NATO que menos gastam no setor, de acordo com um relatório anual esta quinta-feira divulgado pela Aliança Atlântica.

Segundo esse relatório, Portugal, Espanha, Canadá, Bélgica e Albânia são os países da NATO que menos gastam em Defesa, não ultrapassando a meta dos 2% (contra uma média na Aliança de 2,77%).

No entanto, apesar de estar entre esse grupo de países, Portugal é o 12.º Aliado que mais aumentou a sua despesa de um ano para o outro: em 2024, só 1,55% do PIB se destinava ao setor, percentagem que atingiu agora os 2%, um aumento de 31,67%.

De acordo com o relatório, a despesa estimada de Portugal em 2025 em Defesa será de pouco mais de seis mil milhões de euros, contra 4,4 mil milhões em 2024. 

A maior fatia dos gastos nacionais em Defesa destinam-se ao pessoal militar (45,2%), uma taxa, ainda assim, significativamente inferior do que em 2015, quando representavam cerca de 81,90%. 

A Aliança refere que Portugal tem atualmente cerca de 21.500 militares ativos. 

Além dos gastos em pessoal, 31,4% das despesas de Portugal destinam-se a operações e manutenção, 21,2% a equipamento e 2,2% a infraestruturas.  

Em 19 de dezembro, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou que o investimento em Defesa atual e nos anos seguintes "não tem paralelo em Portugal" e considerou-o "um pressuposto" para manter quer os valores da paz, quer para continuar o desenvolvimento económico e social. 

"O esforço que estamos a fazer neste momento e que vamos fazer nos próximos anos não tem paralelo na nossa história", afirmou durante uma visita à primeira Força Nacional Destacada na Eslováquia, destacando o investimento quer nas carreiras dos militares, quer nos equipamentos. 

Montenegro justificou que esse investimento está ser feito em nome da autonomia e soberania nacionais e pelas garantias dadas aos aliados em organizações internacionais, como a NATO, salientando que a Europa enfrenta hoje uma realidade "que estava talvez um pouco adormecida, que é a realidade do perigo". 

A meta dos 2% do PIB tinha sido acordada pelos chefes de Estado e de Governo da NATO numa cimeira no País de Gales, em 2014, com o objetivo de ser atingida até 2024. 

Entretanto, na última cimeira da Aliança, em Haia, em junho de 2025, os 32 membros da Aliança Atlântica comprometeram-se com uma nova meta: aumentar os gastos em Defesa para 5% do PIB até 2035. 

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