Aumento dos lucros é impulsionado sobretudo pelos resultados da Caixa Geral de Depósitos e do BCP, que registaram no ano passado os maiores lucros das suas histórias.
Quatro dos principais bancos a operar em Portugal - CGD, BCP, Santander e BPI - tiveram lucros agregados de 4.398 milhões de euros em 2025, mais 5% do que em 2024, segundo contas da agência Lusa.
O aumento dos lucros é impulsionado sobretudo pelos resultados da Caixa Geral de Depósitos e do BCP, que registaram no ano passado os maiores lucros das suas histórias.
O ano de 2025 pode vir a ser mesmo o de maior lucro agregado dos principais bancos, mas só se saberá quando saírem os resultados do Novo Banco. Nos primeiros nove meses de 2025, os resultados do Novo Banco estabilizaram nos 610,5 milhões de euros (em linha com o mesmo período de 2024).
Nos últimos anos, a banca portuguesa tem vindo a bater recordes de lucros. Quando saíram os resultados de 2023, analistas consideraram que tinha sido atingido um 'pico' excecional e previam que em 2024 o setor continuaria fortemente lucrativo mas a níveis inferiores devido desde logo à descida das taxas de juro.
Mas 2024 foi novamente um ano de recordes, tendo os lucros agregados da banca portuguesa suplantado os de 2023.
O ano de 2025, apesar da continuação do contexto de menores taxas de juro, pode voltar a significar um recorde nos cinco principais bancos, dependendo dos resultados do Novo Banco.
Na semana pasada, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) divulgou que teve os maiores lucros da sua história (de 150 anos este ano), de 1.904 milhões de euros em 2025.
Este valor significa mais 10% do que em 2024 e levará o banco público a entregar ao Estado um dividendo de 1.250 milhões de euros.
Também o BCP apresentou os maiores ganhos de sempre, ao ascenderem a 1.018,6 milhões de euros (mais 12,4% face a 2024).
O Santander Totta registou lucros de 963,8 milhões de euros em 2025, mais 0,5% do que em 2024 (959,4 milhões de euros).
Já o BPI viu os seus lucros reduzirem-se, tendo baixado 13% para 512 milhões de euros em 2025.
Os lucros dos maiores bancos têm sido sustentados pela manutenção de importantes ganhos na margem financeira (a diferença entre juros cobrados nos créditos e juros pagos nos depósitos), apesar do contexto de taxas de juro mais baixas, aumento das comissões, diminuição ou mesmo reversão de imparidades (provisões para fazer face a perdas), ganhos com operações financeiras e devolução pelo Estado do adicional de solidariedade (imposto devolvido aos bancos após o tribunal ter considerado inconstitucional).
Quanto a bancos de média dimensão, designadamente Montepio e Crédito Agrícola, a tendência de 2025 indica diminuição dos lucros.
O Banco Montepio teve lucros de 103,8 milhões de euros em 2025, menos 5,6% do que em 2024. O Crédito Agrícola ainda não apresentou resultados. Até setembro, os lucros baixaram 30% para 241,6 milhões de euros.
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