Duração média das pensões também atinge o valor mais elevado de sempre.
A Caixa Geral de Aposentações (CGA) chegou ao final do ano passado com quase meio milhão de reformados, o valor mais elevado de sempre. Também a duração média das pensões atingiu o máximo histórico ao fechar 2025 em 22,9 anos, de acordo com informação agora divulgada pelo portal Pordata, a partir de estatísticas da CGA.
O Estado contabilizava, no final do ano passado, 499 878 reformados públicos, mais 5524 face ao ano anterior, um recorde histórico, após ter interrompido em 2015 a trajetória de subida, tendo voltado a subir a partir de 2022. A estas responsabilidade, somavam-se mais 169 473 pensões de sobrevivência e outras, perfazendo um total de 669 351 beneficiários. A despesa ascendeu a 11,6 mil milhões de euros, igualmente o valor mais elevado de sempre.
Na análise aos escalões de pensões de reforma, conclui-se que o intervalo com maior número de aposentados se situa entre mil e 1500 euros, que contabiliza cerca de 84 mil pensionistas. No total, no final do ano passado, cerca de 190 mil reformados públicos recebiam até 1500 euros e mais de 70 mil tinham uma pensão mensal acima de três mil euros. Já no caso das pensões de sobrevivência, entre outras, o primeiro escalão (até 200 euros) é o mais numeroso, com 38 550 beneficiários. No último escalão, a receber mais de 1500 euros, encontravam-se 10460 pensionistas.
A informação agora disponibilizada mostra ainda que a idade média de entrada na reforma manteve-se, em 2025, nos 65,6 anos.
E TAMBÉM
Mais e menos
O concelho de Lisboa é aquela que concentra o maior número de pensionistas da Caixa Geral de Aposentações (CGA), incluindo os de sobrevivência, registando no final de 2025 mais de 94 mil beneficiários. No polo oposto, encontrava-se a menor ilha dos Açores, o Corvo, que contabilizava 42 aposentados públicos.
Subscritores
A Caixa Geral de Aposentações (CGA), que deixou de aceitar novos subscritores a 1 de janeiro de 2006, conta atualmente com 350 419 pessoas.
Reforma
A idade média de entrada na reforma dos funcionários públicos mais baixa registou-se em 2002, quando se fixou nos 58,2 anos, segundo a informação divulgada pela Caixa Geral de Aposentações e publicada pela Pordata.
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