Valor médio situa-se nos 1.505 euros por trabalhador.
A remuneração bruta total mensal média por trabalhador (por posto de trabalho) aumentou 6,6% em termos nominais e 2,3% em termos reais em 2023 face a 2022, para 1.505 euros, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo o INE, no ano passado, a remuneração bruta regular mensal -- que exclui componentes salariais como os subsídios de férias e de Natal, pelo que tem um comportamento menos sazonal - foi de 1 216 euros, registando um aumento nominal de 6,6% e real (tendo em conta a inflação) de 2,2%.
Já a remuneração bruta base mensal situou-se em 1 143 euros e registou um acréscimo nominal de 6,8% e real de 2,4%.
Em 2022, a remuneração total tinha aumentado 3,7% em termos nominais e diminuído 4,0% em termos reais, com a componente remuneração bruta regular mensal a aumentar 3,1% em termos nominais e diminuir 4,4% em termos reais e a remuneração bruta base mensal a subir 3,0% e recuar 4,5% em termos nominais e reais, respetivamente.
Em 2023, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) aumentou 4,3% (tinha aumentado 7,8% em 2022).
No ano passado, a remuneração total variou entre 3.315 euros nas atividades de "eletricidade gás, vapor, água quente e fria e ar frio" e 916 euros nas atividades de "agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca".
Em relação a 2022, o INE destaca que o maior aumento relativo ocorreu nas "atividades administrativas e dos serviços de apoio" e o menor nas atividades de "agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca".
Em termos reais, a remuneração total aumentou em quase todas as atividades, à exceção dos decréscimos de 0,4% na "agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca" e de 0,2% nas "atividades financeiras e de seguros".
Por dimensão de empresa, a remuneração total variou entre 1 011 euros nas empresas com um a quatro trabalhadores e 1 804 euros nas empresas com 250 a 499 trabalhadores.
Estes escalões de dimensão de empresa foram também os que observaram, respetivamente, o maior (7,4%) e o menor (5,7%) acréscimo anual (sendo que também as empresas com 100 a 249 trabalhadores tiveram um aumento anual de 5,7%). A remuneração total real aumentou em todos os grupos de dimensão de empresa.
Numa análise por setor institucional, verifica-se que, em 2023, a remuneração total da Administrações Públicas (AP) em termos reais aumentou 1,7% entre 2022 e 2023 (tinha diminuído 5,3% entre 2021 e 2022).
No setor privado, o aumento anual real em 2023 foi de 2,9% (tinha diminuído 3,1% em 2022).
Considerando apenas o quarto trimestre de 2023, a remuneração bruta total mensal média por trabalhador aumentou 5,7% em termos nominais e 4,0% em termos reais, para 1 670 euros.
A componente regular e a componente base daquela remuneração aumentaram 6,0% e 6,3% em termos nominais e 4,2% e 4,5% em termos reais, situando-se em 1 220 euros e 1 148 euros, respetivamente.
O INE nota que, em relação ao terceiro trimestre de 2023, se assistiu a uma desaceleração dos preços (de 3,5% para 1,7%) e a uma aceleração das remunerações reais (por exemplo, de 2,7% para 4,0% no caso das remunerações totais).
Estes resultados abrangem 4,7 milhões de postos de trabalho, correspondentes a beneficiários da Segurança Social e a subscritores da Caixa Geral de Aposentações, mais 3,5% do que no mesmo período de 2022.
Em relação a dezembro de 2022, a remuneração bruta total mensal média aumentou em todas as dimensões de análise (atividade económica, dimensão de empresa, setor institucional, intensidade tecnológica e intensidade de conhecimento).
O INE destaca que os maiores aumentos se registaram nas "indústrias extrativas" (10,0%), nas empresas de um a quatro trabalhadores (6,5%), no setor privado (6,3%) e nas empresas de "serviços de mercado com forte intensidade de conhecimento" (9,5%).
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