Companhia aérea de baixo custo Ryanair abandonou a operação nos Açores a 29 de março devido às "elevadas taxas aeroportuárias" e à "inação" do Governo português.
A SATA assegurou esta quinta-feira estar "focada em garantir uma resposta consistente e sustentável às necessidades de mobilidade dos açorianos e do turismo", após fim da operação da Ryanair nos Açores.
"O nosso foco mantém-se em garantir uma resposta consistente e sustentável às necessidades de mobilidade dos açorianos e do turismo, assegurando ligações estáveis e adequadas à procura tendo em consideração a rentabilidade da operação", disse à agência Lusa fonte da companhia aérea açoriana.
Com o fim operação da Ryanair em São Miguel e Terceira, as ligações dos Açores com o continente português passaram a ser asseguradas apenas pelas duas companhias aéreas públicas, SATA Internacional/Azores Airlines e TAP.
Segundo a mesma fonte, a SATA vai "ajustar a operação sempre que necessário", conforme os níveis de procura.
"Continuamos a monitorizar de perto os níveis de ocupação e o comportamento do mercado, ajustando a nossa operação sempre que necessário", reforçou.
Contactada pela Lusa, fonte oficial da TAP não se quis pronunciar sobre o assunto, mas lembrou que a companhia vai iniciar uma nova ligação entre o Porto e a ilha Terceira a partir de 01 de julho, com quatro voos por semana, o que vai significar um aumento da oferta para a região.
A companhia aérea de baixo custo Ryanair abandonou a operação nos Açores a 29 de março devido às "elevadas taxas aeroportuárias" e à "inação" do Governo português.
A 15 de abril, a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) alertou para uma redução significativa na capacidade aérea para os Açores no verão e para a ausência de alternativas após a saída da Ryanair da região, que pode ter um impacto negativo de cerca de 160 milhões de euros na economia regional.
A saída da companhia aérea Ryanair dos Açores tem consequências para a região e o presidente do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), José Manuel Bolieiro, prometeu na quarta-feira fazer "pressão" para que se encontrem "soluções minimizadoras" dos danos.
"Vamos tudo fazer para que o mercado se adapte e que a gente vá fazendo (...) esforços para garantir que haja reforço, de acordo com as possibilidades", afirmou Bolieiro.
Em janeiro, o presidente executivo da Ryanair, Michael O'Leary, disse, em entrevista à agência Lusa, que a companhia aérea iria encerrar a base nos Açores no fim de março, rejeitando qualquer possibilidade de recuo, o que efetivamente aconteceu.
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