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Artigo exclusivo

Criança com doença grave espera há 3 anos pelo Estado e precisa de tratamento de milhares no estrangeiro

Ministério e ULS atiram 'culpas' mútuas enquanto sofrimento de Kemuel, de sete anos, continua sem solução.

27 de julho de 2026 às 21:28

Diagnosticado ainda no útero com a forma mais grave de espinha bífida (mielomeningocele), Kemuel foi alvo de um prognóstico médico devastador às 23 semanas de gestação, que incluiu a sugestão de interrupção da gravidez. Recusando esse cenário e enfrentando a falta de resposta e a desresponsabilização do Estado, os pais viram nascer um lutador que, aos sete anos e após sete cirurgias, desafia todas as previsões médicas. O 'Investigação CM' foi perceber como é que perante as falhas institucionais e a ausência de apoios públicos, a família vê-se obrigada a apelar à solidariedade para financiar um tratamento com células estaminais na Tailândia ou no Paraguai. Este passo decisivo, para que Kemuel possa finalmente andar e deixar as fraldas,  custa mais de 32 mil euros, sem incluir viagens e alojamento.

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