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Utentes da CP fazem 66 queixas por dia

Formulários e Internet em vez de Livro de Reclamações.
Raquel Oliveira 29 de Junho de 2018 às 01:30
Os serviços ferroviários concentraram, no segundo semestre de 2017, 46,4% das reclamações feitas pelos utentes dos diferentes modos de transporte
Comboio
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Os serviços ferroviários concentraram, no segundo semestre de 2017, 46,4% das reclamações feitas pelos utentes dos diferentes modos de transporte
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Os serviços ferroviários concentraram, no segundo semestre de 2017, 46,4% das reclamações feitas pelos utentes dos diferentes modos de transporte
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A CP é a líder das queixas nos transportes registadas durante o ano passado.

Entre as feitas diretamente nos formulários da empresa ou através do Livro de Reclamações, a companhia registou 24 148 reclamações em 2017, cerca de 66 por dia, de acordo com um relatório da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) a que o CM teve acesso.

Questões relacionadas com os preços, funcionamento de bilheteiras e atrasos no cumprimento dos horários contam-se entre as queixas mais frequentes, segundo o levantamento feito pela AMT, que constata um agravamento no número de queixas entre o primeiro e o segundo semestre de 2017.

Só no Livro de Reclamações, a CP registou 3800 queixas, um "acréscimo acentuado no segundo semestre" face ao primeiro com mais 572 queixas, segundo a AMT.

Muitas queixas não passam, no entanto, pelos Livros de Reclamação, sendo reportados diretamente à empresa.

Segundo a CP, cerca de 43% são feitas através do "Formulário de reclamações e sugestões", 36% pela internet (36%) e 7% por carta.

Os serviços ferroviários concentraram, no segundo semestre de 2017, 46,4% das reclamações no setor dos transportes, o que não é de estranhar dado o número de passageiros que este meio movimenta, superior a sete milhões de pessoas.

Mais consumidores mais informados
O aumento das queixas prende-se, segundo a Autoridade dos Transportes, com o aumento de utentes, com uma maior consciencialização dos direitos e também com o acesso ao livro de reclamações.

Estado injeta seis mil milhões em cinco anos
O Estado financiou as empresas ferroviárias em seis mil milhões de euros, entre 2012 e 2016. As contas foram feitas pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, que passou a pente fino o setor ferroviário naqueles cinco anos.

Segundo o estudo "Ecossistema ferroviário 2012-2016", 54% do financiamento diz respeito a dotações de capital e 40% a empréstimos. Os empréstimos concedidos às empresas aumentaram cerca de 120%.

O financiamento do Estado permitiu às empresas "fazer face às necessidades geradas pelos resultados líquidos negativos das empresas" que, naquele período, atingiram 1,6 mil milhões de euros, ainda segundo o estudo.

PORMENORES 
Todas as ligações
Lisboa, Porto e Coimbra são as únicas cidades servidas por todas as categorias de serviço de passageiros (desde nacionais às internacionais).

Diretas à capital
As cidades de Aveiro, Faro, Braga, Guarda, Santarém, Castelo Branco e Évora dispõem de ligação direta à capital por via de serviços de longo curso.

Beja com transbordo
O caso de Beja destaca-se nas ligações à capital. O Intercidades, serviço de longo curso, envolve um transbordo em Casa Branca, ou seja, obriga os passageiros a mudar de comboio.

Só regionais
Cidades como Viana do Castelo, Portalegre, Leiria e Setúbal são servidas apenas por comboios regionais/inter-regionais ou, no caso de Setúbal, por comboios urbanos/suburbanos

Capitais desligadas
Há três capitais de distrito – Bragança, Vila Real e Viseu – que, apesar de já terem sido, atualmente já não servidas por caminhos de ferro.

Ligações internacionais
Há quatro serviços internacionais disponíveis, são: Porto-Vigo, Lisboa-Madrid, Lisboa-Hendaye e Entroncamento-Badajoz (’Comboio Raiano’)

Suburbanos lideram
Os serviços urbanos/suburbanos representaram a maior fatia no transporte ferroviário de passageiros nacional, em termos de passageiros, com 87% do total.
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