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Artigo exclusivo

O turismo da discórdia

Boom turístico em Lisboa e no Porto está longe de agradar a gregos e a troianos.

12 de julho de 2015 às 00:30

No Bairro Alto ou em Alfama há sempre gente a subir e a descer as ruas íngremes e escorregadias de mala a rolar pelo chão. A calçada não ajuda, mas é o preço a pagar por ter alojamento mais barato no epicentro da diversão noturna e no coração castiço da cidade. Das 34 500 camas existentes em Lisboa, somam-se 29 000 em Alojamento Local, agora identificado com o símbolo ‘AL’ na soleira da porta, desde que seja legal.  Por cerca de 100 euros, dorme meia dúzia ou mais debaixo do mesmo tecto, em dormidas que ficam muito mais baratas do que no circuito hoteleiro tradicional. Por isso, a moda dos hostels tomou conta da cidade em poucos anos.

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