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Viúva de triatleta vê marido a ser morto e vai a festival

Rosa Grilo tinha o telefone desligado na noite em que a PJ diz que o crime foi cometido.
Tânia Laranjo e Henrique Machado 23 de Outubro de 2018 às 01:30
Rosa Grilo
Rosa Grilo à chegada ao Tribunal de Vila Franca de Xira
Rosa Grilo, António Joaquim, tribunal
Rosa Grilo, António Joaquim, Campus de Justiça
Rosa Grilo publicou foto abraçada ao marido duas semanas depois de o ter assassinado na casa onde viviam
Rosa Grilo, viúva do triatleta
Rosa Grilo, à saída da PJ
Rosa Grilo à chegada ao Tribunal de Vila Franca de Xira
Rosa Grilo
Rosa Grilo à chegada ao Tribunal de Vila Franca de Xira
Rosa Grilo, António Joaquim, tribunal
Rosa Grilo, António Joaquim, Campus de Justiça
Rosa Grilo publicou foto abraçada ao marido duas semanas depois de o ter assassinado na casa onde viviam
Rosa Grilo, viúva do triatleta
Rosa Grilo, à saída da PJ
Rosa Grilo à chegada ao Tribunal de Vila Franca de Xira
Rosa Grilo
Rosa Grilo à chegada ao Tribunal de Vila Franca de Xira
Rosa Grilo, António Joaquim, tribunal
Rosa Grilo, António Joaquim, Campus de Justiça
Rosa Grilo publicou foto abraçada ao marido duas semanas depois de o ter assassinado na casa onde viviam
Rosa Grilo, viúva do triatleta
Rosa Grilo, à saída da PJ
Rosa Grilo à chegada ao Tribunal de Vila Franca de Xira
Enquanto o marido esteve desaparecido - Rosa Grilo diz que o mataram a tiro, à sua frente - a viúva manteve a normalidade. A relação com António Joaquim estreitou-se e no mês e meio em que amigos, elementos da GNR e bombeiros procuravam o corpo, Rosa ia de férias.

Foram pelo menos três os fins de semana que passou com o amante, até que o corpo foi encontrado. Esteve em Porto Covo, Grândola e depois em Caminha. Aí, aproveitou até para dar um salto ao festival de Paredes de Coura, para se divertir.

As provas recolhidas pela Polícia Judiciária são contundentes. Há pagamentos de hotéis, passagens de via verde, localizações de telemóveis. As mensagens trocadas entre António Joaquim e Rosa Grilo também mostram que a morte de Luís Miguel Grilo nunca incomodou o casal de amantes. Mantiveram as mesmas rotinas do dia à dia.

"Tens o peixinho no forno", escrevia mesmo Rosa Grilo a António Joaquim, a 6 de setembro, já depois de o cadáver do marido ter sido encontrado. Combinavam horas para se encontrarem, ela pedia que fosse ele a visitá-la em sua casa. Não se escondiam, Rosa prometia-lhe que iria assumir a relação.

Com o que Rosa não contava era com as provas científicas que estavam a ser obtidas. No seu quarto - ela e o marido dormiam em quartos separados - a PJ encontrou quatro marcas de sangue. Foram recolhidas na parede, no chão e num rodapé. Não eram visíveis a olho nu.

A Judiciária não sabe as circunstâncias exatas em que morreu Luís Grilo. Apenas que foi atingido com um tiro na parte da trás da cabeça. Na hora em que o homicídio terá sido cometido - na noite de domingo, dia 15 - Rosa tinha o telemóvel desligado. Entre as 19h42 desse dia e as 10h42 do dia seguinte não foi acionada qualquer antena celular. O telemóvel manteve-se em silêncio.

O registo das chamadas mostra depois que, a 23, Rosa Grilo voltou a Benavila. A antena do telemóvel foi acionada à hora de almoço, bem perto do local onde o corpo nessa data ainda se encontrava abandonado.

‘Homicidas’ não usam luvas para apagar vestígios   
Rosa Grilo contou à juíza que o grupo de homicidas não usou luvas no crime, mas só havia o seu ADN, quer no edredão, quer nos sacos.

Foi ainda recolhido um cabelo que também pertencia a Rosa Grilo no local onde o corpo de Luís Miguel apareceu.

Apaga mensagens e todo o WhatsApp  
Quando foi detida e o telemóvel lhe foi apreendido, não havia qualquer mensagem entre Rosa e António. Ao contrário do funcionário judicial, a mulher apagou tudo.

Também apagou conversas no WhatsApp e nem tinha o número do amante gravado.

PORMENORES 
Visto com vida
A última vez que foi visto com vida foi no domingo às 16 horas pela irmã Júlia. Luís Miguel estava com a mulher, Rosa Grilo.

Exame inconclusivo
O exame à arma foi inconclusivo. A PJ diz que o tiro que matou Luís Miguel pode ter sido disparado da pistola 7,65 milímetros de António, mas não tem a certeza.
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