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Terroristas do 11 de Setembro ceifaram a vida a oito

11 de Setembro ceifou a vida a oito crianças

Das quase três mil vítimas do 11 de Setembro, também há menores de idade. Tinham entre 2 e 11 anos.

Das quase três mil vítimas do 11 de Setembro, também há menores de idade. Tinham entre 2 e 11 anos.

11 de setembro de 2026 às 09:31

Vinte e cinco anos depois, as quase três mil vítimas do 11 de Setembro continuam a merecer homenagens. Destes milhares, oito eram crianças. Tinham entre 2 e 11 anos e seguiam a bordo de três dos quatro aviões sequestrados por terroristas do Al-Qaeda. Morreram com o embate dos aviões contra o Pentágono e as Torres Gémeas, em Nova Iorque, EUA. Todos os nomes e rostos dos menores estão gravados na do Memorial e Museu Nacional do 11 de Setembro. 

Christine Lee Hanson é o rosto da inocência. Com apenas dois anos, é a vítima mais nova destes ataques. Vivia em Groton, no estado norte-americano de Massachusetts. Embarcou com o pai Peter Hanson, de 32 anos, e a mãe, Kim Hanson, de 35, no voo 175 da United Airlines em Boston que seguia para Los Angeles, na Califórnia. Esta era a sua primeira viagem de avião. Ia com os pais, também pela primeira vez, à Disneyland. 

A bordo desta aeronave, um Boeing 767-200, seguiam 51 passageiros e nove tripulantes. Vinte e oito minutos depois da sua descolagem no Aeroporto de Logan, pelas 08h14 locais, cinco terroristas invadiram a cabine, mataram os dois pilotos e feriram vários elementos da tripulação.

"Era uma pessoa radiante e muito gentil", contou Eunice Hanson, avó de Christine, à NBC News. A última conversa que teve com a neta tinha sido dois dias antes da tragédia para desejar-lhe boa viagem. À mesma fonte, Eunice explicou que o planeado era que a família tivesse embarcado a 10 de setembro, mas um conflito de trabalho levou a que o pai da criança tivesse de alterar o voo à última da hora.

Assim que foram sequestrados, Peter ligou para o avô da menina, Lee Hanson, para se despedir da família. Lee e a mulher Eunice assistiram através da televisão ao embate do avião contra a Torre Sul do World Trade Center.

Para David Gamboa-Brandhorst, de 3 anos, o voo 175 da United Airlines seria apenas o meio de transporte que o levaria de regresso a casa. A criança estava acompanhada pelos pais adotivos, Daniel Brandhorst, de 42 anos, e Ronald Gamboa, de 33. Tinham ido visitar a família a Cape Code, em Massachusetts.

Christine Lee Hanson é a vítima mais nova dos ataques terroristas do 11 de Setembro. David Gamboa-Brandhorst seguia no voo 175 da United Airlines
Christine Lee Hanson é a vítima mais nova dos ataques terroristas do 11 de Setembro. David Gamboa-Brandhorst seguia no voo 175 da United Airlines FOTO: Direitos Reservados

Juliana Valentine McCourt, de 4 anos, estava de férias com a mãe, Ruth McCourt, uma ex-modelo irlandesa que emigrou para os EUA, em 1973. Não sabia, mas a mãe ia levá-la a cumprir um sonho de criança, ir à Disneyland. Durante esta semana de férias, era suposto mãe e filha irem também ao Centro Deepak Chopra, na Califórnia. O tio de Juliana, irmão de Ruth, sobreviveu aos ataques do 11 de Setembro. O vendedor de software conseguiu fugir da Torre Norte após a queda e colisão do voo 11 e, sem saber, assistiu à morte da irmã e sobrinha. Ron Clifford testemunhou a colisão do voo 175 com a Torre Sul.

A aeronave Boeing 767 foi o primeiro avião sequestrado pelos terroristas naquela manhã. O voo 11 da American Airlines tinha, igualmente, partido do Aeroporto de Logan, em Boston, com destino ao Aeroporto Internacional de Los Angeles. Todos os que iam a bordo, 76 passageiros, 11 tripulantes e cinco terroristas do Al-Qaeda morreram assim que a aeronave embateu, às 08h46 locais, contra a Torre Norte.

Como passageira deste voo ia Paige Farley-Hackel, a melhor amiga da ex-modelo Ruth McCourt que fazia pretensões de acompanhar a pequena Juliana na ida à Disneyland.

Bernard Curtis Brown, de 11 anos, já dava provas de ser um aluno brilhante. O menino foi escolhido pela National Geographic para participar numa aventura educativa no Santuário Marinho das Ilhas do Canal, ao largo da costa da Califórnia. Com Bernard iam mais dois estudantes do sexto ano. As crianças seguiam no voo 77, que partiu do Aeroporto Internacional de Dulles e que embateu contra o Pentágono pelas 09h37, com os respetivos professores e funcionários da National Geographic Society. Bernard morreu calçado com os seus ténis preferidos do momento, uns Air Jordan, não fosse o menino apreciador de basquetebol. Segundo a mãe, Bernard “vivia para a escola”. Antes de ‘voar’, o menino terá dito ao pai que estava com medo de andar de avião. “Não tenhas medo, não tenhas medo de morrer. Todos vamos morrer um dia”, respondeu o pai, sem saber que aquele seria o último dia que falaria com o filho.

Apesar de trabalhar no Pentágono, o pai de Bernard estava na manhã de 11 de Setembro de 2001 a jogar golfe. O desporto salvou-o.

Juliana Valentine McCourt estava acompanhada pela mãe na manhã do 11 de Setembro. Bernard Curtis Brown tinha 11 anos e era um aluno brilhante
Juliana Valentine McCourt estava acompanhada pela mãe na manhã do 11 de Setembro. Bernard Curtis Brown tinha 11 anos e era um aluno brilhante FOTO: Direitos Reservados

Asia Cottom era apaixonada por ciências e matemática. A estudante, de 11 anos, também tinha sido selecionada para integrar a comitiva da National Geographic. Pretendia ser pediatra. Depois da morte de Asia, a família da menina criou um programa de bolsas de estudo para ajudar crianças que se interessassem por educação e ciência. Segundo os funcionários da escola onde Asia estudava, a criança gostava de ajudar alunos que tinham dificuldades de aprendizagem.

A terceira criança escolhida para viajar com a National Geographic até à Califórnia foi Rodney Dickens. Aos onze anos, viajava pela primeira vez de avião. Tinha boas notas na escola, ajudava os amigos a fazer os trabalhos de casa e gostava de ler e de videojogos.

Asia Cottom e Rodney Dickens tinham 11 anos. Seguiam a bordo do avião que embateu contra o Pentágono
Asia Cottom e Rodney Dickens tinham 11 anos. Seguiam a bordo do avião que embateu contra o Pentágono FOTO: Direitos Reservados

Dana Falkenberg e Zoe Falkenberg, de 3 e 8 anos, eram irmãs e não sobreviveram ao 11 de Setembro. Seguiam no voo 77, juntamente com os pais, Charles Falkenberg, ex-engenheiro da NASA, de 45 anos, e Leslie Whittington, professora de economia, também com 45 anos. Estes pais consideravam Dana uma criança milagre, dada a idade que tinham quando tiveram a segunda filha. Zoe era uma menina prodígio, estudava na University Park Elementary School, em Maryland, fazia parte da equipa de natação da escola, era escuteira e tinha excelentes notas.

Esta família norte-americana preparava-se para iniciar a primeira etapa de uma viagem até à Austrália, país onde a mãe ia participar, durante dois meses, num programa de pesquisa na Universidade Nacional Australiana, em Camberra. A perda do voo original de ligação custou-lhes a vida.

Dana Falkenberg e Zoe Falkenberg, de 3 e 8 anos, eram irmãs e não sobreviveram ao 11 de Setembro
Dana Falkenberg e Zoe Falkenberg, de 3 e 8 anos, eram irmãs e não sobreviveram ao 11 de Setembro FOTO: Direitos Reservados

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