Zelensky garante que a Rússia “não conseguiu quebrar” a Ucrânia e convidou Donald Trump a visitar o país “para ver o que os ucranianos estão a sofrer”.
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Uma plateia repleta de dirigentes estrangeiros, diplomatas, militares e familiares de soldados caídos no campo de batalha aguardavam esta terça-feira, pouco antes das 11h00, numa Praça da Independência encerrada e rigorosamente vigiada, a chegada de Volodymyr Zelensky. O Presidente ucraniano apareceu ladeado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e pelo líder do Conselho Europeu, António Costa, no que em Kiev foi entendido como mais uma manifestação inequívoca do apoio europeu à Ucrânia e ao processo de paz. Mas Zelensky aproveitou também esta e outras cerimónias que assinalaram a passagem dos quatro anos da invasão russa da Ucrânia para enviar recados aos parceiros. Numa mensagem em vídeo transmitida no plenário do Parlamento Europeu – e aplaudida de pé -, o líder ucraniano agradeceu o “apoio constante” nestes quatro anos de conflito, sem deixar de apelar ao consenso dos Estados-membros para a aprovação do empréstimo de 90 mil milhões de euros para o esforço de guerra da Ucrânia.
O dia ficou ainda marcado pela aparição, inédita, de Volodymyr Zelensky no bunker onde trabalhou e coordenou a defesa da Ucrânia no início da guerra. Foi a primeira vez que o Presidente ucraniano revelou, durante uma gravação em vídeo, as instalações da Rua Bankova, no centro de Kiev, onde todo o staff presidencial articulou a defesa ucraniana. Nesta intervenção, Zelensky também se dirigiu ao Presidente dos EUA para manifestar a vontade de receber um dia Donald Trump na capital ucraniana. “Só aqui alguém consegue verdadeiramente entender e testemunhar por si próprio aquilo que os ucranianos estão a sofrer”, afirmou o Presidente ucraniano, que mais tarde garantiu no seu discurso que a Rússia “não conseguiu quebrar” a Ucrânia. “Olhando para trás, para o início da invasão, temos todo o direito de afirmar: Defendemos a nossa independência, não perdemos a nossa soberania. Putin não alcançou os seus objetivos; não conseguiu quebrar os ucranianos; e não ganhou esta guerra.”
E TAMBÉM
Coragem ucraniana
“Quatro anos de uma guerra de agressão injusta, quatro anos de coragem ucraniana inabalável, quatro anos de apoio europeu incondicional”, escreveu no X o presidente do Conselho Europeu, António Costa, um dos muitos dirigentes europeus que se deslocaram esta terça-feira a Kiev para manifestar o seu apoio à Ucrânia.
Contar com Portugal
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, garantiu que o apoio político, militar, humanitário e financeiro de Portugal a Kiev é “inabalável”.
Putin ameaça
Os serviços secretos russos acusaram esta terça-feira a França e o Reino Unido de pretenderem fornecer armas nucleares à Ucrânia e Putin avisou que os adversários de Moscovo “sabem bem como acabará” um confronto nuclear com a Rússia.
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