Woody Allen, Kevin Spacey, Michael Jackson, Diana Ross, David Copperfield ou Mick Jagger também se cruzaram com o predador sexual. E há provas disso.
Woody Allen, Kevin Spacey, Michael Jackson, Diana Ross, David Copperfield ou Mick Jagger também se cruzaram com o predador sexual. E há provas disso.
Woody Allen, Kevin Spacey, Michael Jackson e David Copperfield têm muito em comum. Além de serem famosos, foram acusados de abuso sexual e agora também têm os seus nomes associados a Jeffrey Epstein. Os relatos de abusos de Allen contra a filha adotiva Dylan têm quase 30 anos. A denúncia, que partiu da ex-mulher Mia Farrow, terá sido silenciada e o cineasta - que casou com a filha adotiva Soon-Yi quando tinha 56 anos e ela 21 - conseguiu manter-se imune ao escândalo. Já sobre o ‘rei do pop’ são bem conhecidas as acusações de abuso sexual de menores, que começaram em 1993 e sobre as quais teve de responder em tribunal. Acabou por ser ilibado, mas o escândalo deixou marcas irreparáveis na sua carreira e no seu legado. O boicote a Michael Jackson intensificou-se após a estreia do documentário da HBO ‘Leaving Neverland’, em 2019, que inclui depoimentos de duas alegadas vítimas.
A carreira também nunca mais foi a mesma para Kevin Spacey desde que foi acusado por outro ator, Anthony Rapp, de o ter assediado sexualmente, em 1986, quando tinha apenas 14 anos. O caso levou outras alegadas vítimas a denunciarem abusos por parte do vencedor de dois Óscares, que admitiu ter “tocado sexualmente em pessoas”. Após perder a casa, Spacey mudou-se para o Chipre, onde agora ganha a vida a cantar em bares.
David Copperfield também surge nos ficheiros de Epstein. O mágico é acusado de conduta sexual imprópria por 16 mulheres, a maioria delas menor de idade na altura. Ele nega todas as acusações.
Um toque de glamour num mundo de pura decadência
Trocas de emails e fotografias que fazem parte dos ficheiros divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos mostram que as ligações de Jeffrey Epstein chegavam a quase todas as áreas. Numa carta enviada ao predador sexual, o cineasta Woody Allen refere que as festas realizadas em casa do vizinho Epstein, no Upper East Side de Manhattan, contavam com a presença de “políticos, cientistas, professores, mágicos, comediantes, intelectuais e jornalistas”, entre outros convidados, e queixa-se da comida, que classifica como “desinteressante”. Em 2015, Epstein usou os seus contactos para ajudar o realizador e Soon-Yi a conseguirem uma visita guiada à Casa Branca. Em 2017, a mulher de Allen enviou um email ao financista a agradecer a colocação a filha do casal, Bechet Allen, no Bard College, frequentado pela elite de Nova Iorque, e em 2018 disse estar feliz pelo “idiota” de Timothée Chalamet não ter “recebido uma boa crítica” pelo desempenho em ‘Um Dia de Chuva em Nova Iorque’, filme realizado por Allen.
Os atores Kevin Spacey e Chris Tucker também surgem nos ficheiros, mais especificamente em fotos ao lado de Bill Clinton, datadas de outubro de 2002, quando viajaram juntos para a África em missão humanitária a bordo do jato particular de Epstein. Também Michael Jackson aparece em algumas imagens. Numa delas, o cantor, que morreu em 2009, surge ao lado do pedófilo num local não identificado e, noutra, está ao lado de Bill Clinton e Diana Ross, supostamente numa festa de Epstein.
O vocalista dos Rolling Stones, Mick Jagger, e o ilusionista David Copperfield são outras figuras bem conhecidas do público que viram os seus caminhos cruzarem-se com Epstein e a cúmplice deste, Ghislaine Maxwell.
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Vítimas contra falhas na justiça
Esta semana, no Congresso, a deputada Pramila Jayapal pediu que a procuradora-geral dos EUA pedisse desculpas às vítimas de Epstein presentes na audiência. Pam Bondi recusou fazê-lo, dizendo que “não se iria rebaixar”. A procuradora é acusada de “incompetência” na divulgação dos ficheiros, nomeadamente na ocultação de dados sensíveis sobre as vítimas e, em alguns casos, até imagens destas nuas. Por outro lado, o Departamento de Justiça optou por censurar a identidade de indivíduos que podem ter ajudado o criminoso. “Publicar imagens das vítimas enquanto se protege os predadores é simplesmente uma completa falha da justiça”, disse Sharlene Rochard, vítima de Epstein, à CNN.
Epstein ponderou viver em Portugal
Jeffrey Epstein chegou a ponderar mudar-se para Portugal, em 2014. Numa troca de mensagens com a banqueira suíça Ariane de Rothschild, essa chegou mesmo a ser uma possibilidade. Segundo o ‘Expresso’, Portugal foi apresentado ao predador sexual como um sítio com sol, boas praias e pessoas simpáticas. Epstein terá gostado da ideia, mas apresentou algumas reticências. “Residir em Portugal é um preço demasiado alto a pagar”, terá dito, sem especificar. Os ficheiros revelam ainda que, em 2015, Epstein pesquisou sobre a aprovação pelo Parlamento português da Lei dos Sefarditas que permite que os descendentes de judeus sefarditas possam pedir a nacionalidade portuguesa.
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