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Dois países intensificaram, durante a última semana, com a mediação do Paquistão, as negociações para pôr fim à guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel a 28 de fevereiro.
Os Estados Unidos e o Irão fizeram "muitos progressos" no sentido de um acordo de cessação de hostilidades, mas o Presidente norte-americano, Donald Trump, ainda terá de o aprovar, afirmou o vice-presidente JD Vance.
"Estamos a negociar alguns pontos da redação (do acordo). Fizemos muitos progressos", disse Vance aos jornalistas na quinta-feira.
"Esperamos que continuemos a progredir e que o Presidente possa aprovar o acordo, mas, claro, isso ainda está por confirmar", adiantou.
Os Estados Unidos e o Irão intensificaram, durante a última semana, com a mediação do Paquistão, as negociações para pôr fim à guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel no passado dia 28 de fevereiro.
Em relação ao programa nuclear iraniano, Vance afirmou que objetivo nesta fase é lançar as bases para uma "negociação bem-sucedida", apesar dos detalhes terem de esperar, pois "vão exigir algum tempo".
"Estamos a chegar a um ponto em que, potencialmente, poderíamos sentar-nos e resolver estas questões; no entanto, isto exige que façamos mais progressos. Não posso garantir que chegaremos a esse ponto, mas, como as coisas estão agora, estou bastante otimista", afirmou.
O portal norte-americano Axios avançou esta sexta-feira, citando dois responsáveis dos Estados Unidos, que os dois países chegaram a um acordo que desbloquearia o estreito de Ormuz e prolongaria por 60 dias o cessar-fogo, mas o acordo aguarda aprovação do Presidente norte-americano.
Durante os 60 dias de prolongamento do cessar-fogo os beligerantes iniciariam negociações sobre o programa nuclear iraniano, de acordo com o portal norte-americano.
O Axios referiu que o Irão não vai impor qualquer portagem no estreito de Ormuz, fundamental para o comércio mundial de petróleo, e os Estados Unidos vão levantar o bloqueio marítimo que impuseram contra navios que partem e chegam a portos iranianos.
O levantamento dar-se-ia de forma proporcional ao reinício do tráfego comercial no estreito de Ormuz.
Além disso, segundo as fontes citadas, o Irão teria de retirar todas as minas do estreito no prazo de 30 dias.
A agência de notícias Tasnim, próxima da Guarda Revolucionária iraniana, noticiou mais tarde que está ainda por concluir o acordo preliminar Irão-Estados Unidos.
Fonte próxima da equipa de negociação da República Islâmica afirmou à agência oficial que é "inverídico" que tenha sido alcançado um acordo e que o texto ainda não está finalizado.
Os detalhes do possível acordo avançados pelo portal são semelhantes aos referidos na quarta-feira pela televisão estatal iraniana, que foram prontamente desmentidos pela Casa Branca e classificados como "pura invenção".
A televisão iraniana, que citou alguns dos pontos do acordo preliminar de paz em discussão, avançou ainda que, em troca da reabertura do estreito de Ormuz por parte de Teerão, Washington levantaria o bloqueio marítimo aos portos iranianos e iria também retirar as forças destacadas para o conflito.
Segundo o Axios, o memorando de entendimento incluiria o compromisso do Irão de não desenvolver armas nucleares, embora deixasse para mais tarde as negociações para limitar o enriquecimento de urânio por parte da República Islâmica.
Esta questão seria então abordada durante o prolongamento de 60 dias do cessar-fogo em vigor desde abril passado e também seria discutida a forma de eliminar o urânio altamente enriquecido do Irão e a forma de abordar o enriquecimento iraniano.
Além disso, os Estados Unidos comprometem-se a debater o levantamento das sanções ao Irão e a libertação dos fundos iranianos congelados.
Entre as isenções a sanções destaca-se também a possibilidade de permitir que o Irão venda petróleo livremente, adiantou o Axios.
Segundo o portal, o memorando de entendimento também deve incluir uma discussão sobre um mecanismo para ajudar o Irão a começar a receber tanto mercadorias, como ajuda humanitária.
Este acordo estipularia ainda que a guerra entre Israel e o movimento xiita Hezbollah, apoiado pelo Irão, chegaria a um fim, com o Axios a acrescentar que esta questão gerou um discussão tensa entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
Desde o fim de semana passado, a Casa Branca tem insistido que o acordo estava a poucos dias de ser concluído, embora Teerão tenha atenuado as expectativas de que o pacto fosse iminente.
Segundo o Axios, os termos do acordo foram amplamente consensuais na terça-feira, mas ambas as partes precisavam da aprovação dos respetivos líderes.
O Irão já teria comunicado que dá "luz verde" ao acordo, mas Trump não quis aprová-lo de imediato, referiu o meio de comunicação.
A possibilidade de a questão nuclear ficar para uma fase posterior provocou a rejeição de vários senadores republicanos aliados de Trump, que criticaram as concessões que os Estados Unidos estão dispostos a fazer.
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