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Bombardeamento dos EUA junto a hospital pediátrico iraniano

Ataque obrigou à evacuação de 211 doentes em tratamento de quimioterapia. Um ato "bárbaro", diz Teerão.

16 de julho de 2026 às 14:48
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EUA divulgam imagens de ataques aéreos a vários alvos no Irão

AP

Um bombardeamento norte-americano junto a um hospital pediátrico na cidade de Ahvaz, no sudeste do Irão, trouxe à memória o ataque levado a cabo pelos EUA, logo no início do conflito no Médio Oriente, que atingiu uma escola, matando mais de 150 pessoas, incluindo 120 crianças. Não há registo de vítimas do ataque desta quinta-feira, mas provocou “grande sofrimento e ansiedade” junto das crianças internadas e obrigou à evacuação urgente de 211 doentes em tratamento de quimioterapia, segundo informou o porta-voz da diplomacia iraniana. “Um ataque bárbaro”, concluiu Esmaeil Baghaei.

A operação em Ahvaz, a cerca de 140 quilómetros da fronteira com o Iraque, inseriu-se na última vaga de ataques norte-americanos ao Irão, que Washington deu por concluída. Não foi claro o objetivo da missão, ao contrário das anteriores, que visaram a zona costeira sul do país, banhada pelo Golfo Pérsico, na tentativa de eliminar as forças iranianas ali instaladas, por forma a permitir a abertura do Estreito de Ormuz à livre circulação de navios.

“Os americanos pensam que com estes ataques [na costa sul] podem assumir o controlo do estreito. Mas a República Islâmica do Irão tem capacidade de exercer o controlo de Ormuz a partir de qualquer ponto do seu território”, garantiu esta quinta-feira o porta-voz do exército de Teerão. “Resistiremos até ao fim”, advertiu o brigadeiro Mohammad Akraminia.

Apesar do fim do cessar-fogo, previsto para durar 60 dias no memorando de entendimento assinado pelos dois países em meados de junho, o Paquistão, que tem mediado as negociações, voltou ontem a insistir na necessidade de Washington e Teerão regressarem à mesa das negociações, para colocar um ponto final no conflito.

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