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Cessar-fogo não impede ataques de Israel

Confrontos entre as Forças de Defesa de Israel e o Hezbollah deixam quatro mortos no Líbano. Exército israelita denuncia lançamento de projéteis a partir de território libanês.

26 de abril de 2026 às 01:30

Israel voltou a atacar posições do grupo xiita Hezbollah no sul do Líbano durante a noite deste sábado, apesar da nova trégua de três semanas anunciada por Donald Trump. O anúncio da trégua por Washington foi uma condição imperativa das autoridades iranianas para prolongar o cessar-fogo na guerra do Irão e permitir negociações.

De acordo com o exército israelita, os alvos atingidos incluíram posições de lançamento de foguetes em Deir Zahran, Kafr Raman e Al Saamiya. Estas zonas situam-se a norte da chamada “linha amarela”, que delimita as posições avançadas de Israel após a incursão no sul do Líbano. Não há registo de vítimas na sequência destes ataques.

A agência oficial de notícias libanesa NNA confirmou também confrontos em Bint Jbeil, um dos principais bastiões do Hezbollah, embora sem indicação de mortos ou feridos.

Segundo o jornal israelita Haaretz, que cita fontes militares, Israel retirou parte significativa das suas forças no sul do Líbano, optando por consolidar posições em vez de continuar a avançar.

Apesar da redução de efetivos, Israel mantém controlo sobre uma faixa estratégica de colinas a vários quilómetros da fronteira, com o objetivo de impedir ataques com mísseis antitanque contra comunidades fronteiriças.

Desde o início da ofensiva, a 2 de março, os confrontos já causaram mais de 2.400 mortos. A organização ‘Save the Children’ indica que mais de um milhão de pessoas continuam deslocadas, incluindo cerca de 390 mil crianças. Muitas vivem em abrigos improvisados, sem acesso a condições básicas, enquanto aguardam o regresso a casa.

Dados das Nações Unidas apontam ainda para mais de 117 mil pessoas em abrigos coletivos, numa realidade marcada pela incerteza. O Hezbollah rejeita o cessar-fogo, enquanto Israel exige o seu desarmamento para travar as hostilidades.

E TAMBÉM

Eletricidade

O Presidente iraniano pediu que a população reduza o consumo de eletricidade face ao conflito com os EUA e Israel. “Os inimigos estão a atacar a nossa infraestrutura e a cercar-nos para que as pessoas fiquem insatisfeitas. Precisamos de controlo de consumo. Em casa, em vez de se ligar dez luzes, devem estar apenas duas ligadas”, disse.

Estreito de Ormuz

A Alemanha vai mobilizar para o Mediterrâneo navios para se juntarem a uma eventual missão internacional para assegurar a segurança no estreito de Ormuz.

Enforcado

O Irão diz ter enforcado Erfan Kiani, um iraniano que trabalhava para os serviços secretos israelitas, por atos de vandalismo e violência durante os protestos nacionais deste ano. O homem terá destruído propriedades privadas em Isfahan.

EUA à procura de minas explosivas

A Marinha dos EUA iniciou operações para remover minas iranianas no estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte global de petróleo. A ação anunciada no âmbito da estratégia do Governo de Trump procura restabelecer o tráfego marítimo, já que o aumento dos preços da energia e os impactos económicos mais amplos representam um risco político.

PORMENORES

Detidos

Foram detidas 239 pessoas, nas províncias de Kermanshah e Curdistão, acusadas de preparar o terreno para uma ação militar dos EUA e de Israel no âmbito da guerra contra o Irão.

Aeroporto

O Aeroporto de Teerão retomou este sábado os voos internacionais para diversos destinos, incluindo Turquia e China, como parte do acordo de cessar-fogo alcançado no início de abril, após mais de um mês de ofensiva dos EUA e de Israel.

Navio

O Exército norte-americano intercetou uma embarcação de bandeira iraniana que tentava navegar até um porto no Irão, no âmbito do bloqueio naval ordenado pelo presidente Donald Trump.

Desminagem

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, considera a possibilidade de a Turquia integrar as operações multinacionais de desminagem no estreito de Ormuz, caso se chegue a um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão.

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