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China ordena suspender exportações de gasolina e diesel devido ao conflito

Refinarias foram instadas a deixar de assinar contratos de exportação e a tentar cancelar carregamentos já acordados.

05 de março de 2026 às 07:20

A principal autoridade de planeamento económico da China pediu às maiores refinarias do país que suspendam temporariamente as exportações de gasolina e gasóleo, devido à incerteza sobre o fornecimento de crude do Médio Oriente.

Segundo fontes citadas pela agência de notícias Bloomberg, responsáveis da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR) reuniram-se com executivos do setor e solicitaram a suspensão imediata das vendas externas de produtos refinados.

As refinarias foram também instadas a deixar de assinar novos contratos de exportação e a tentar cancelar carregamentos já acordados, de acordo com as mesmas fontes.

A medida inclui algumas exceções, como o combustível de aviação e o combustível marítimo armazenado em depósitos aduaneiros, bem como os fornecimentos destinados a Hong Kong e Macau.

A decisão surge num contexto de forte incerteza no mercado energético após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão e as subsequentes represálias de Teerão, que alertou que a navegação no estreito de Ormuz deixou de ser segura.

O estreito é um dos principais pontos estratégicos do transporte energético mundial, por onde transita cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos globalmente.

Embora a maior parte da produção refinada chinesa seja destinada ao mercado interno -- uma vez que o país é o maior importador mundial de petróleo -- a decisão reflete a estratégia adotada por várias economias asiáticas dependentes de energia importada para priorizar o abastecimento doméstico durante a crise.

Nos últimos dias, outros países da região, como Japão, Indonésia e Índia, também adotaram medidas para reforçar a segurança energética.

A escalada no Médio Oriente já levou algumas grandes companhias marítimas internacionais a suspender ou desviar rotas na região, aumentando as preocupações sobre a estabilidade do abastecimento energético global.

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