Na quarta-feira, os 32 países membros da Agência Internacional de Energia decidiram por unanimidade libertar 400 milhões de barris de petróleo das reservas de emergência.
O preço do petróleo Brent, referência global, voltou a subir esta quinta-feira acima de 100 dólares (87 euros) por barril, apesar da libertação de reservas para evitar uma escassez a nível mundial.
Por volta das 03h00 (hora de Lisboa), o preço do petróleo Brent estava a subir 9,3%, para 100,50 dólares por barril, enquanto o WTI, referência nos EUA, atingiu 94,92 dólares (82,3 euros), uma subida de 8,8%.
Na quarta-feira, os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram por unanimidade libertar 400 milhões de barris de petróleo das reservas de emergência para fazer face às perturbações nos mercados petrolíferos decorrentes da guerra no Médio Oriente e do encerramento do estreito de Ormuz.
A ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irão levou à suspensão do tráfego marítimo através do estreito de Ormuz, que liga o golfo Pérsico ao golfo de Omã, devido às ameaças iranianas contra os navios que atravessam esta rota, responsável por até um quinto do petróleo mundial.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quarta-feira que a sua administração vai utilizar a reserva estratégica de petróleo do país para tentar reduzir os preços da gasolina, que subiram devido à guerra com o Irão.
Durante uma entrevista à emissora WKRC Local 12, em Cincinnati, Trump foi questionado sobre o uso da reserva e respondeu: "Bem, vamos fazê-lo e depois voltamos a enchê-la".
"Agora vamos reduzir um pouco, e isso fará com que os preços baixem", acrescentou, sem especificar quantos barris de petróleo os EUA vão libertar.
Trump criticou frequentemente a administração de Joe Biden por utilizar a reserva para tentar reduzir os preços da gasolina.
Também na quarta-feira, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que Portugal vai disponibilizar "em princípio" 10% das reservas estratégicas de petróleo para poder haver mais oferta e maior contenção nos preços dos combustíveis.
Mas os conflitos e as incertezas contínuas alimentaram a especulação de que os preços poderiam subir ainda mais.
Os mercados na Ásia recuaram no início da sessão de hoje, com o Nikkei 225 de Tóquio a perder 1,5% para 54.177,15. Na Coreia do Sul, o Kospi perdeu 1% para 5.552,01, enquanto o Hang Seng de Hong Kong caiu 1,2% para 25.577,71.
O índice Shanghai Composite caiu 0,5% para 4.110,20 e na Austrália, o S&P/ASX 200 recuou 1,6% para 8.601,70.
Os futuros dos EUA perderam mais de 1% e o dólar subiu para 159 ienes japoneses, enquanto o euro caiu para 1,1538 dólares.
Na quarta-feira, as bolsas norte-americanas apresentaram pouca variação, com o S&P 500 a recuar 0,1% para 6.775,80, no segundo dia consecutivo de movimentos modestos após um período de volatilidade provocado pela guerra com o Irão.
O Dow Jones Industrial Average caiu 0,6% para 47.417,27 e o Nasdaq Composite subiu 0,1% para 22.716,13.
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