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FMI concede 1.051 milhões de euros ao Paquistão para proteger economia face à crise

Com esta parcela, o total acumulado de desembolsos para o país atingirá os 4.500 milhões de dólares (3.909 milhões de euros).

28 de março de 2026 às 12:04

O FMI e as autoridades do Paquistão chegaram a um acordo que permitirá a Islamabade receber 1.210 milhões de dólares (1.051 milhões de euros), num contexto de instabilidade face à crise energética provocada pela guerra no Médio Oriente.

O acordo, confirmado este sábado pelo Ministério das Finanças paquistanês numa mensagem na rede social X, está ainda sujeito à aprovação formal do Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Uma vez ratificado, o Paquistão terá acesso a cerca de 1.000 milhões de dólares (868,6 milhões de euros) no âmbito da terceira revisão do Programa de Financiamento Ampliado do FMI (EFF, na sigla em inglês) e a outros 210 milhões de dólares (cerca de 182,4 milhões de euros) através do Serviço de Resiliência e Sustentabilidade (RSF).

Com esta parcela, o total acumulado de desembolsos para o país atingirá os 4.500 milhões de dólares (3.909 milhões de euros).

A chefe da missão do FMI, Iva Petrova, indicou num comunicado que, apesar da recuperação económica registada no início do atual ano fiscal, "o conflito no Médio Oriente lança uma nuvem negra sobre as perspetivas" para o país.

"A volatilidade dos preços da energia e condições financeiras globais mais restritivas correm o risco de exercer uma pressão ascendente sobre a inflação e de prejudicar o crescimento e a balança corrente", alertou Petrova.

O documento insta o Banco Estatal do Paquistão (SBP) a manter uma política restritiva e a estar "preparado para aumentar as taxas de juro caso se intensifiquem as pressões sobre os preços ou aumentem as expectativas de inflação", decorrentes do encarecimento global dos alimentos e dos combustíveis.

No que diz respeito ao setor energético, o FMI recomenda a eliminação dos subsídios estatais, devendo a sustentabilidade do sistema elétrico ser mantida através de "ajustes tarifários oportunos que garantam a recuperação dos custos" e da privatização das empresas de produção ineficientes.

A guerra foi desencadeada pela ofensiva de grande escala lançada contra o Irão pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro.

O Irão respondeu com ataques contra os países vizinhos e contra petroleiros no estreito de Ormuz.

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