Chefes da diplomacia reafirmam a importância de uma navegação livre no Estreito de Ormuz.
Os chefes da diplomacia do G7, reunidos em França, apelaram esta sexta-feira "ao fim imediato dos ataques contra a população e infraestruturas civis" na região do Médio Oriente, reafirmando ainda a importância de uma navegação livre no Estreito de Ormuz.
Num comunicado conjunto, os ministros dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália e Reino Unido, todos países membros da NATO, e Japão, "reafirmaram a necessidade absoluta de restabelecer de forma permanente a liberdade de navegação livre e segura no Estreito de Ormuz".
"Não pode haver qualquer justificação para o ataque deliberado a civis em situações de conflito armado, nem para ataques contra instalações diplomáticas", prosseguiu o texto assinado pelos representantes das sete maiores economias mundiais (mais a União Europeia).
O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, cujo país detém atualmente a presidência do G7, considerou existir um consenso "muito alargado no seio da comunidade internacional para preservar um bem comum que é a liberdade de navegação".
"Está fora de questão viver num mundo em que as águas internacionais estejam fechadas à navegação", acrescentou o ministro, durante uma conferência de imprensa no final da reunião, que decorreu esta sexta-feira e quinta-feira em Vaux-de-Cernay, perto de Paris.
Barrot anunciou também que os ministros acordaram os termos de uma possível futura reunião entre o bloco e os homólogos do Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo.
Mas segundo a agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP), na reunião dos representantes da diplomacia dos países do G7 ficaram evidentes as "profundas divisões" em relação à guerra com o Irão, na sequência das repetidas queixas do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que os aliados ignoraram ou rejeitaram os pedidos de ajuda para fazer face à retaliação de Teerão, incluindo o encerramento do Estreito de Ormuz à maior parte do tráfego marítimo internacional.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, juntou-se aos seus homólogos do G7 um dia depois de Trump ter lançado uma nova série de críticas aos países da NATO, dificultando ainda mais a tarefa do representante da diplomacia dos Estados Unidos de promover a estratégia norte-americana para o conflito com o Irão.
Quase um mês após o início da guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel, os aliados enfrentam também preocupações quanto à instabilidade nos mercados petrolíferos e à incerteza sobre eventuais negociações para pôr termo à crise.
A maioria dos aliados mais próximos de Washington recebeu a guerra com o Irão com profundo ceticismo, evidenciado durante a reunião dos ministros do G7, realizada numa abadia histórica do século XII em Cernay-la-Ville, nos arredores de Paris, apesar de todos apelarem a uma solução diplomática.
A ministra das Forças Armadas de França, Catherine Vautrin, afirmou que a guerra "não é da Europa", acrescentando que a posição francesa é estritamente defensiva.
"O objetivo é verdadeiramente esta via diplomática, que é a única que pode garantir um regresso à paz. Muitos países estão preocupados e é absolutamente essencial que encontremos uma solução", declarou Vautrin às estações Europe 1 e CNews.
Por seu lado, a chefe da diplomacia britânica, Yvette Cooper, afirmou que o Reino Unido também privilegia uma via diplomática, reconhecendo divergências com os Estados Unidos.
"Adotámos uma abordagem de apoio a ações defensivas, mas também seguimos uma via diferente relativamente às ações ofensivas que ocorreram no âmbito deste conflito", disse.
Já o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, afirmou ter deixado "clara" a posição de Berlim, nomeadamente a disponibilidade da Alemanha para desempenhar um papel após o fim das hostilidades no que diz respeito a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
Wadephul acrescentou que o seu objetivo é "alargar o que há como base comum" relativamente ao conflito no Médio Oriente.
Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande escala contra o Irão.
O Irão respondeu à ofensiva com ataques contra os países da região e o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma via marítima fundamental para escoar o petróleo e o gás natural produzidos na região.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.