Também a Alemanha vai libertar parte das suas reservas estratégicas de petróleo devido ao forte aumento dos preços da energia.
Os anúncios feitos por alguns países do G7 de utilizar parte das suas reservas estratégicas de petróleo "inscrevem-se, sem dúvida, numa reflexão extremamente coordenada", afirmou esta quarta-feira o ministro da Economia francês, Roland Lescure.
Também a Alemanha vai libertar parte das suas reservas estratégicas de petróleo devido ao forte aumento dos preços da energia provocado pela guerra no Médio Oriente, anunciou, esta quarta-feira a ministra da Economia, Katherina Reiche.
"A Agência Internacional de Energia (AIE) solicitou na terça-feira à noite aos seus Estados-Membros que libertassem reservas de petróleo no valor de 400 milhões de barris, ou seja, pouco mais de 54 milhões de toneladas", afirmou.
"Vamos dar seguimento a este pedido e dar o nosso contributo, pois a Alemanha adere ao princípio fundamental mais importante da AIE: a solidariedade mútua", acrescentou.
Os preços do petróleo voltaram esta quarta-feira a subir, novamente impulsionados pela guerra no Médio Oriente, que paralisa o estreito de Ormuz, via de transporte crucial para os hidrocarbonetos, perto da qual vários navios foram novamente atingidos.
"No domínio do abastecimento de petróleo, a situação é tensa. O estreito de Ormuz está atualmente impraticável. O preço mundial aumentou mais de 30%", reconheceu Katherina Reiche.
As autoridades japonesas também planeiam recorrer às suas reservas de petróleo bruto na próxima segunda-feira, numa tentativa de estabilizar os preços do petróleo, afirmou esta quarta-feira a primeira-ministra do país, Sanae Takaichi.
Em declarações à imprensa japonesa, Takaichi explicou que a medida é uma resposta à escalada do conflito no Irão e às restrições ao tráfego de mercadorias pelo estreito de Ormuz.
O Governo japonês também pretende tomar medidas para limitar o preço do combustível a 170 ienes (cerca de um euro) por litro.
O anúncio surgiu após os membros do G7 (as sete economias mais desenvolvidas) terem afirmado na terça-feira que apoiam que a AIE tome "medidas proativas" para enfrentar a situação do mercado energético, "incluindo o uso de recursos das reservas estratégicas" que os seus membros possuem, cobrindo 90 dias de abastecimento.
A subida do preço do petróleo foi consequência dos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra Teerão no final do mês de fevereiro.
O Irão respondeu aos ataques visando Israel e alvos dos Estados Unidos na região.
Por volta das 10:10 (hora de Lisboa), o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em maio, subiu 3,86%, para 91,19 dólares.
O seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega no mesmo mês, ganhou 4,58%, para 87,27 dólares.
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