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Governo dos EUA adverte que qualquer alívio das sanções ao Irão será gradual

Autoridades iranianas condenaram as sanções impostas pelos Estados Unidos contra a Autoridade do Estreito do Golfo (PGSA).

29 de maio de 2026 às 23:40

O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, adiantou esta sexta-feira que quaisquer medidas para levantar as sanções ou aliviar a pressão económica sobre o Irão serão tomadas gradualmente.

Bessent falava durante o Fórum Económico Nacional Reagan, um evento realizado anualmente na Biblioteca Presidencial Ronald Reagan, na Califórnia, quando questionado sobre a manutenção do bloqueio económico contra o país asiático.

"E haverá metas que o regime iraniano terá de cumprir", acrescentou, antes de mencionar as sanções impostas no dia anterior contra entidades iranianas.

"Sancionámos ambas as companhias aéreas iranianas", enfatizou, acrescentando que, embora ainda não haja um acordo assinado com Teerão, os EAU continuam "a manter o bloqueio" e a pressionar o regime iraniano.

"A cada dia que passa é muito pior para eles", frisou, citado pela agência Europa Press.

O secretário do Tesouro apontou que as autoridades norte-americanas têm "outros objetivos financeiros", embora não tenha especificado quais.

"Há muito mais que podemos fazer, se necessário, que podemos angariar para ajudar o povo iraniano", garantiu.

Bessent alegou no mesmo evento que os Estados Unidos apreenderam cerca de mil milhões de dólares (mais de 850 milhões de euros) em criptomoedas iranianas, no âmbito das medidas tomadas pelo seu departamento no contexto da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão.

As autoridades iranianas condenaram as sanções impostas pelos Estados Unidos contra a Autoridade do Estreito do Golfo (PGSA), um organismo criado recentemente por Teerão para gerir o tráfego marítimo no estreito de Ormuz.

"A PGSA, embora condene esta medida, considera que ser sancionada por um país cujo líder se orgulha da pirataria é um sinal do seu bom trabalho", declarou a agência nas suas redes sociais.

Esta agência recentemente criada realçou que continua a trabalhar incansavelmente para facilitar o trânsito pelo estreito "apesar das ações provocatórias dos Estados Unidos nas águas do golfo Pérsico e do mar de Omã".

Estas declarações surgem depois de o Departamento do Tesouro dos EUA ter adicionado a PGSA à sua lista de sanções na quarta-feira, enquadrando a medida como parte dos seus "esforços antiterroristas".

Esta passagem marítima estratégica é um dos principais estrangulamentos do comércio internacional e um dos maiores pontos de tensão no conflito entre Teerão e Washington, mesmo após o cessar-fogo que interrompeu as hostilidades iniciadas pela ofensiva surpresa EUA-Israel, em 28 de fevereiro.

O Irão afirmou hoje ainda não ter chegado a um acordo com os Estados Unidos para pôr fim à guerra, na sequência de declarações do Presidente norte-americano a anunciar uma decisão iminente.

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