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Incêndio perto do consulado dos EUA no Dubai após ataque com drone

Ataque ocorreu após outro ataque na madrugada desta terça-feira contra a embaixada dos EUA na capital saudita, Riade, onde dois drones iniciaram um pequeno incêndio.

03 de março de 2026 às 21:58

Um ataque com um drone provocou esta terça-feira um incêndio perto do consulado dos EUA no Dubai, segundo as autoridades locais, enquanto o Irão continua os seus ataques no Golfo em retaliação pelos ataques israelo-americanos.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, confirmou também o ataque e garantiu que todos os funcionários estão em segurança.

"Infelizmente, um drone atingiu um parque de estacionamento adjacente ao edifício da chancelaria e causou um incêndio. Todos os funcionários estão em segurança", indicou Rubio aos jornalistas.

Testemunhas no local adiantaram à agência France-Presse (AFP) que ouviram uma forte explosão, enquanto uma delas afirmou ter visto o fogo.

De acordo com um jornalista da AFP no local, foi estabelecido um perímetro de segurança na área pela polícia

"O incêndio causado por um incidente envolvendo um drone perto do consulado dos EUA foi extinto com sucesso", destacou o gabinete de imprensa do Dubai na rede social X.

"As equipas de emergência responderam imediatamente. Não houve relatos de feridos", acrescentou.

Antes, tinha sido ouvidas aeronaves militares a sobrevoar o Dubai, considerado o centro do comércio do Médio Oriente.

O ataque ocorreu após outro ataque na madrugada desta terça-feira contra a embaixada dos EUA na capital saudita, Riade, onde dois drones iniciaram um pequeno incêndio.

A embaixada dos EUA na Cidade do Kuwait também foi alvo de drones na segunda-feira, adiantaram três fontes diplomáticas à AFP. Um correspondente da AFP viu fumo a sair do edifício.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já fizeram 787 mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.

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