Ataques iranianos já visaram anteriormente um depósito petrolífero e uma plataforma comercial em Fujairah, onde se localiza também um terminal de exportação de petróleo.
Colunas de fumo elevavam-se este sábado de uma importante instalação petrolífera dos Emirados Árabes Unidos, cujas autoridades atribuíram a um incêndio causado por destroços resultantes de uma interceção bem-sucedida de um drone iraniano.
As autoridades não precisaram o local do incêndio, mas um jornalista da agência de notícias francesa AFP informou que as nuvens de fumo negro se desprendiam de Fujairah, que alberga um porto importante.
Ataques iranianos já visaram anteriormente um depósito petrolífero e uma plataforma comercial em Fujairah, onde se localiza também um terminal de exportação de petróleo.
Pouco antes, as forças armadas iranianas avisaram que os portos dos Emirados são alvos legítimos do Irão e apelaram aos residentes para que abandonassem as zonas, ao 15.º dia da guerra desencadeada por Israel e pelos Estados Unidos.
O Irão "considera como direito legítimo defender a soberania nacional e o território atingindo mísseis inimigos norte-americanos localizados nos portos, nas docas e nos esconderijos do exército norte-americano" nos Emirados, afirmou o centro de comando conjunto.
No comunicado militar, divulgado pela televisão estatal iraniana, o comando conjunto Khatam al-Anbiya apelou à população dos Emirados para que abandonasse as zonas em causa.
Ataques de drones já tinham visado a zona industrial de Fujairah em 3 de março, tendo a queda de destroços provocado então um incêndio sem causar feridos.
O aviso de Teerão surge depois de, na noite de sexta-feira, os Estados Unidos terem bombardeado a ilha iraniana de Kharg, estratégica para a exportação de petróleo bruto do país.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o ataque "destruiu completamente" alvos militares.
Foram ouvidas 15 explosões no local, mas nenhuma infraestrutura petrolífera foi danificada, segundo a agência de notícias iraniana Fars, que citou "fontes no terreno" não identificadas.
Teerão tinha ameaçado atacar instalações petrolíferas no Golfo se os Estados Unidos e Israel atacassem a ilha de Kharg, a principal plataforma de processamento de crude do Irão.
Apesar de ter reivindicado apenas alvos militares na ilha de Kharg, Trump ameaçou atacar a infraestrutura petrolífera iraniana se Teerão continuar a interferir na passagem de navios pelo estreito de Ormuz.
O estreito, por onde passa habitualmente 20% da produção mundial de petróleo, está quase totalmente bloqueado pelo Irão.
Em resposta, Teerão anunciou que atacará "todas as infraestruturas petrolíferas, económicas e energéticas" na região pertencentes ou ligadas aos Estados Unidos, caso a infraestrutura energética e económica no Irão seja atacada.
Os Estados Unidos e Israel lançaram há exatamente duas semanas uma ofensiva de grande escala contra o Irão, que respondeu com ataques contra os países vizinhos.
A guerra, que já causou mais de dois mil mortos, maioritariamente iranianos, provocou também uma crise nos mercados petrolíferos, com o preço do barril de crude a passar a barreira psicológica dos 100 dólares.
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