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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Irão aponta mísseis a navios inimigos

Teerão ameaça com "resposta contundente" às ações dos EUA contra petroleiros iranianos.

10 de maio de 2026 às 11:11

Enquanto os Estados Unidos aguardam resposta Irão às últimas propostas de Washington para colocar um ponto final no conflito do Médio Oriente, as “pancadinhas de amor”, na expressão de Donald Trump, continuam no Estreito de Ormuz, epicentro de todo o conflito, com a Marinha norte-americana a atacar dois petroleiros iranianos no Golfo de Omã.

A resposta de Teerão não se fez esperar. "Qualquer ataque contra petroleiros e navios comerciais iranianos implicará uma resposta contundente contra interesses norte-americanos na região, bem como contra os navios inimigos", alertaram os Guardas da Revolução. "Mísseis e drones estão apontados para o inimigo e aguardamos a ordem de disparo", concretizou o comandante da marinha dos Guardas, general Majid Mousavi. Não é a primeira vez que EUA e o Irão entram em confronto nesta zona do Golfo Pérsico, ainda que em ofensivas limitadas, desde o início do cessar-fogo, que dura há mês.

A situação mais grave ocorreu na passada quinta-feira. Foram ouvidas explosões próximo da ilha iraniana de Qeshm, no Estreito de Ormuz, assim como na cidade costeira de Bandar Abbas e em Teerão. Os EUA alegam que a ação foi uma resposta a um ataque iraniano, com mísseis e drones, contra três contratorpedeiros da Marinha norte-americana, que seguiam pelo estreito em direção ao Golfo de Omã. Donald Trump minimizou o incidente, considerando que se tratou apenas de “pancadinhas de amor”. Já Teerão considerou a operação uma violação grosseira do cessar-fogo. “Sempre que uma solução diplomática está sobre a mesa, os EUA optam por uma aventura militar irresponsável”, criticou, na altura, Abbas Aragchi, chefe da diplomacia iraniana.

Faz quarta-feira um mês que os Estados Unidos impuseram um bloqueio naval em Ormuz à entrada e saída de petroleiros de portos iranianos, enquanto Teerão continua a impedir a circulação de embarcações no estreito de navios de países aliados dos Estados Unidos. Este duplo bloqueio originou uma crise energética global, com o preço do barril de petróleo a manter-se acima dos 100 dólares. A escassez de ‘jet fuel’ (combustível para aviões) é um dos pontos mais visíveis desta crise, com muitas companhias a suspenderem centenas de voos, numa altura em que se aproximam as férias de verão. 

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