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Londres e Paris copresidem na terça-feira reunião de países sobre missão no estreito de Ormuz

Teerão já avisou que dará uma "resposta decisiva e imediata" em caso de presença francesa e britânica no estreito de Ormuz, após o anúncio por Paris e Londres do envio de navios militares para a região.

10 de maio de 2026 às 23:40

Os ministros da Defesa britânico e francês copresidem, na terça-feira, uma reunião dos países dispostos a integrar uma missão para garantir a segurança no estreito de Ormuz para discutir as "contribuições militares" de cada um, anunciou este domingo Londres.

Os cerca de 40 países envolvidos "deverão aproveitar a reunião (por videoconferência) para discutir e definir as suas contribuições militares para a missão defensiva destinada a reabrir e assegurar o estreito de Ormuz, quando as condições o permitirem", indicou o Ministério da Defesa britânico num comunicado.

Teerão já avisou que dará uma "resposta decisiva e imediata" em caso de presença francesa e britânica no estreito de Ormuz, após o anúncio por Paris e Londres do envio de navios militares para a região.

No entanto, o Presidente francês, Emmanuel Macron, assegurou este domingo que a França nunca "considerou" um "destacamento militar" no estreito de Ormuz.

Em meados de abril, vários países não diretamente envolvidos no conflito desencadeado a 28 de fevereiro pelos ataques norte-americano e israelitas ao Irão disseram estar prontos para pôr em prática uma "missão neutra" a fim de proteger o estreito, durante uma conferência copresidida em Paris por Emmanuel Macron e pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

O objetivo é "acompanhar e proteger os navios mercantes que transitem no Golfo", declarou na ocasião Emmanuel Macron, enquanto Keir Starmer falou de uma força "pacífica e defensiva".

Os Estados Unidos (EUA) e o Irão, partes beligerantes no conflito, não participaram destas negociações.

Londres já anunciou o pré-posicionamento "no Médio Oriente", sem mais detalhes, do contratorpedeiro de defesa aérea "HMS Dragon", até agora posicionado no Mediterrâneo oriental.

Por seu lado, Paris anunciou em 06 de maio o envio para o Golfo do porta-aviões "Charles de Gaulle".

Durante a reunião de ministros de terça-feira, "o nosso papel será garantir que não nos limitemos a falar, mas que estejamos prontos para agir", afirmou John Healey, o ministro da Defesa britânico, que copresidirá a reunião com a sua homóloga francesa Catherine Vautrin.

O bloqueio quase total imposto por Teerão, em retaliação aos ataques dos EUA e Israel, à navegação pelo estreito de Ormuz, estratégico para o transporte marítimo, nomeadamente de hidrocarbonetos, abalou a economia mundial, e cerca de 1.500 navios e 20.000 membros de tripulações estão lá retidos.

Washington, por sua vez, mantém um bloqueio aos portos iranianos desde 13 de abril, enquanto as negociações para pôr fim de forma duradoura às hostilidades estão estagnadas.

O estreito tornou-se o foco das tensões entre os Estados Unidos e o Irão, e confrontos esporádicos têm ocorrido, apesar do cessar-fogo em vigor desde 08 de abril entre os dois países.

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