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Ministro libanês queixa-se à OMI de ataque israelita a porto civil no sul

Israel lançou, em 02 de março, uma nova ofensiva e invasão terrestre do Líbano em resposta ao lançamento de 'rockets' pelo Hezbollah, em retaliação pelo assassinato de Ali Khamenei.

14 de abril de 2026 às 21:54

O ministro dos Transportes do Líbano, Fayez Rasamni, apresentou uma queixa à Organização Marítima Internacional (OMI), em protesto contra um ataque do exército israelita contra o porto de Naqura, no distrito de Tiro, no sul do país.

"Atacar e destruir o porto de pesca na cidade de Naqura, no sul do Líbano, um porto civil dedicado a servir os pescadores locais e que constitui a sua principal fonte de sustento, é uma violação dos princípios, leis e acordos internacionais", refere-se num comunicado do Ministério dos Transportes divulgado nas redes sociais.

Rasamni informou que foi apresentada uma queixa à OMI e instou a organização a "tomar medidas" após um ataque que "viola o direito internacional e as convenções internacionais" e que provocou "a completa paralisação da atividade marítima na área".

Nesse sentido, o governante libanês solicitou à OMI que tome todas as "medidas necessárias, dentro da sua competência, para proteger as instalações marítimas civis e evitar a recorrência de tais ataques e o agravamento dos seus efeitos humanitários e económicos".

Israel lançou, em 02 de março, uma nova ofensiva e invasão terrestre do Líbano em resposta ao lançamento de 'rockets' pelo partido político e milícia xiita Hezbollah, em retaliação pelo assassinato do líder supremo do Irão, o 'ayatollah' Ali Khamenei, na guerra iniciada em 28 de fevereiro, juntamente com os Estados Unidos da América (EUA).

As autoridades libanesas, no seu mais recente balanço, divulgado na segunda-feira, elevaram o número de mortos em resultado dos ataques israelitas para quase 2.100, que também deixaram mais de um milhão de deslocados internos, enquanto pelo menos outras 200.000 pessoas atravessaram para a vizinha Síria desde 02 de março, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Do lado israelita, o Exército comunicou um total de 13 soldados mortos no Líbano.

Israel prosseguiu esta terça-feira com os bombardeamentos contra o Líbano, atingindo um grande número de localidades nas horas que antecederam o início das conversações em Washington, sob mediação dos EUA, entre os embaixadores dos dois países.

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