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Ministros das Finanças do euro discutem impactos perante apelos de coordenação

Reunião ocorre quando se assinalam mais de dois meses desde o início do conflito no Médio Oriente.

04 de maio de 2026 às 07:20

Os ministros das Finanças da zona euro reúnem-se esta segunda-feira para debater os impactos económicos da guerra do Irão, causada pelos ataques norte-americanos e israelitas, e tentar conjugar as suas respostas orçamentais à crise para evitar descoordenação.

A reunião ocorre quando se assinalam mais de dois meses desde o início do conflito, que impactou o fornecimento de petróleo e gás à União Europeia (UE), altamente dependente de combustíveis fósseis importados, e deve afetar o crescimento económico europeu este ano e no próximo, bem como pressionar a inflação.

Isto num contexto em que os países da UE têm pouca margem orçamental para responder, dado que esta é a segunda crise energética em quatro anos, e tentam responder a novos desafios ao nível da defesa e segurança.

Numa audição parlamentar no início de abril, o comissário europeu da Economia, Valdis Dombrovskis, defendeu que Portugal pode ter "alguma margem de manobra" para lidar com a crise causada pelo conflito no Médio Oriente dada a sua situação orçamental, mas admitiu impactos nos preços dos combustíveis e no poder de compra.

Valdis Dombrovskis já veio alertar, no final de uma reunião virtual do Eurogrupo no final de março, que "qualquer resposta política nacional eficaz para proteger a economia e as pessoas deve [...] ser temporária e direcionada, sem aumentar a procura agregada de petróleo e gás, e deve ser coerente com a necessidade de continuar a descarbonizar o sistema energético".

Uma análise de cenários realizada pela Comissão Europeia e divulgada no final de março aponta que, perante uma curta duração da crise energética, o crescimento da UE poderá ficar 0,2 a 0,4 pontos percentuais abaixo do previsto nas previsões económicas de outono, divulgadas em novembro passado.

Por seu lado, a inflação poderá subir até um ponto percentual.

Se as disrupções no fornecimento de energia forem mais prolongadas ou graves, o impacto será maior, de acordo com Bruxelas, que prevê que o crescimento poderá recuar 0,4 a 0,6 pontos percentuais, e a inflação aumentar entre 1,1 e 1,5 pontos percentuais, tanto em 2026 como em 2027.

Os impactos orçamentais serão avaliados nas previsões económicas que serão divulgadas pelo executivo comunitário em 21 de maio e no pacote de primavera do semestre europeu publicado em 03 de junho.

O conflito começou em 28 de fevereiro de 2026, quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão, que retaliou com mísseis e drones, bem como com o bloqueio parcial do estreito de Ormuz, importante rota do petróleo mundial.

Tal bloqueio causou forte aumento dos preços de petróleo e gás, gerando volatilidade nos mercados de energia e receios de falta de combustível, nomeadamente para o setor da aviação.

Os efeitos económicos globais também têm vindo a incluir pressão inflacionária, aumento dos custos de transporte e logística e instabilidade nos mercados financeiros.

Após mais de dois meses de conflito, o cessar-fogo provisório em vigor trouxe algum alívio, mas a incerteza geopolítica e os impactos sobre cadeias de abastecimento e preços de energia devem persistir nos próximos meses.

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