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Omã discute com países do Golfo Pérsico e Teerão um "acordo justo" para Ormuz

No final de junho, Omã, com o apoio dos Estados Unidos, criou um corredor marítimo temporário isento de taxas para facilitar a passagem pelo estreito.

27 de julho de 2026 às 18:36

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã conversou esta segunda-feira com os homólogos do Irão, Qatar, Kuwait, Arábia Saudita e Egito para debater como alcançar um "acordo justo" sobre a navegação no estreito de Ormuz.

"As conversações abordaram formas de melhorar as oportunidades para alcançar acordos práticos, justos e duradouros sobre a navegação e o fluxo das cadeias de abastecimento, através de soluções políticas e diplomáticas que sirvam os interesses coletivos dos países da região e de todas as partes beneficiárias da navegação pelo estreito de Ormuz", afirmou Badr al Busaidi, de acordo com um comunicado do ministério que tutela.

O chefe da diplomacia de Omã reafirmou, juntamente com os homólogos, "a importância da navegação e da sua segurança, bem como o restabelecimento do fluxo comercial e das cadeias de abastecimento ligadas à economia regional e mundial, a par de uma coordenação e consulta contínuas em apoio à segurança e à estabilidade da região".

No entanto, Omã não forneceu mais detalhes sobre o conteúdo destas conversas telefónicas.

De acordo com fontes da estação norte-americana CNN, citadas no domingo pelos meios de comunicação árabes, Omã terá proposto a criação de uma aliança regional com o objetivo de prestar serviços ao estreito de Ormuz, à semelhança do que acontece no estreito de Malaca --- uma via marítima natural que liga o Mar de Andaman, no Oceano Índico, com o Mar da China Meridional, no Oceano Pacífico ---, sem fornecer mais detalhes.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou também no domingo que se tinham registado avanços nas conversações com Omã sobre a gestão do estreito de Ormuz, num contexto de tensão com os Estados Unidos após a quebra da trégua com a República Islâmica.

O ministério acrescentou que ambos os países realizaram várias rondas de conversações para abordar "os princípios comuns e os mecanismos operacionais para gerir a navegação segura no estreito de Ormuz, respeitando os direitos soberanos dos dois Estados ribeirinhos".

Entretanto, persistem as divergências entre Teerão e Washington quanto às rotas que os navios que atravessam o estreito devem seguir, o que se tornou um dos principais pontos de atrito entre os dois países.

Omã e o Irão partilham o controlo das águas do estreito de Ormuz, uma passagem marítima estratégica que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e por onde transitava aproximadamente um quinto do petróleo comercializado por via marítima em todo o mundo antes do início da guerra desencadeada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, no passado dia 28 de fevereiro.

No final de junho, Omã, com o apoio dos Estados Unidos, criou um corredor marítimo temporário isento de taxas para facilitar a passagem pelo estreito.

O Irão respondeu atacando embarcações que utilizavam essa rota, o que levou Washington a intensificar os seus bombardeamentos sobre território iraniano.

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