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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

"Pancadinhas de amor" norte-americanas pressionam Irão

Trump vai à China na próxima semana e quer a guerra resolvida.

08 de maio de 2026 às 14:34

“Pancadinhas de amor”. Foi desta forma que Donald Trump classificou os ataques norte-americanos, quinta-feira à noite, ao Irão. Foram ouvidas explosões próximo da ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, assim como na cidade costeira de Bandar Abbas e em Teerão. Os EUA alegam que a ação foi uma resposta a um ataque iraniano, com mísseis e drones, contra três contratorpedeiros da Marinha norte-americana, que seguiam pelo estreito em direção ao Golfo de Omã, levado a cabo a partir de pequenas embarcações.

Já o Irão fala numa violação grosseira do cessar-fogo em vigor por parte dos Estados Unidos, garantindo que apenas respondeu à ofensiva. “Sempre que uma solução diplomática está sobre a mesa, os EUA optam por uma aventura militar irresponsável”, criticou Abbas Aragchi, chefe da diplomacia iraniana.

Se o ataque norte-americano constituiu uma forma de pressão para obrigar Teerão a aceitar “rapidamente” um acordo de cessar fogo, como pretende Donald Trump, Abbas Aragchi garante que o Irão não se deixa intimidar e responderá à altura. “O nosso stock de mísseis e capacidade de lançamento estão a 120%, em comparação com 28 de fevereiro”, início da guerra no Médio Oriente, avisou Aragchi.

Independentemente de quem partiu a ação, este episódio revela a fragilidade das tréguas acordadas entre as duas partes, numa altura em que se aguarda a resposta do Irão à proposta de paz norte-americana. Donald Trump tem manifestado grande otimismo quando ao desenrolar das negociações, mas vai repetindo a ameaça de que, caso o Irão não aceite a proposta, a guerra regressará em força ao Médio Oriente.

A reabertura imediata do Estreito de Ormuz é o ponto central do documento e o fim do programa nuclear do Irão, nomeadamente no que toca ao enriquecimento de urânio, são os pontos centrais. Falta conhecer a resposta iraniana.

Donald Trump visita a China na próxima semana e quererá o assunto resolvido até lá. Daí a urgência que pede na resposta.

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