Grupo de países instou Israel a abster-se de ataques contra áreas densamente povoadas e a respeitar a soberania libanesa.
Os países que integram a força de paz no Líbano (FINUL) e outros Estados-membros da ONU, incluindo Portugal, defenderam esta quarta-feira a soberania territorial do país, sob ataques israelitas, e expressaram preocupação com a escalada das hostilidades.
Numa declaração conjunta, vários membros das Nações Unidas condenaram a decisão do grupo xiita libanês Hezbollah de se juntar aos ataques iranianos contra Israel desde 02 de março, arrastando o Líbano para uma guerra "que nem as suas autoridades, nem a sua população desejavam".
Por outro lado, instaram Israel a abster-se de ataques contra áreas densamente povoadas e a respeitar a soberania libanesa.
"Diante da guerra, o Líbano precisa de apoio. A sua soberania e integridade territorial devem ser preservadas. Expressamos a nossa total solidariedade ao Líbano e ao povo libanês", diz o texto, lido pelo embaixador francês junto da ONU, Jérôme Bonnafont.
Os países exortaram o Hezbollah a cessar imediatamente os seus ataques contra Israel e a entregar as suas armas e elogiaram as recentes decisões do Governo libanês de desmantelar as atividades militares e de segurança do Hezbollah no Líbano.
"Estamos prontos para aumentar o nosso apoio à soberania do Estado libanês e às suas Forças Armadas para garantir o controlo do território e estabilizar o país", diz o comunicado.
"Instamos Israel a abster-se de ataques contra infraestruturas civis e áreas densamente povoadas e a respeitar a soberania libanesa e a sua integridade territorial", acrescenta.
Quase um milhão de civis libaneses tiveram que fugir de suas casas após ordens de evacuação israelitas, pelo que os signatários do comunicado comprometeram-se a apoiar as necessidades da população deslocada e das comunidades que os acolhem.
A declaração conjunta foi assinada pela Arménia, Áustria, Bahrein, Camboja, Croácia, Chipre, República Democrática do Congo, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Índia, Irlanda, Itália, Letónia, Malta, Moldávia, Nepal, Macedónia do Norte, Panamá, Polónia, Portugal, República da Coreia, Sérvia, Espanha, Reino Unido e Uruguai.
Os signatários instaram ainda as partes em conflito a garantir a segurança do pessoal e das instalações da FINUL, em conformidade com o direito internacional.
"Os soldados da paz nunca devem ser alvo de ataques ou intimidações de qualquer tipo. Elogiamos a coragem, o profissionalismo e a dedicação dos soldados da paz da FINUL no cumprimento do seu mandato", concluíram, num comunicado que foi lido em Nova Iorque, minutos antes de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação no Líbano.
No início do mês, pouco depois dos ataques israelo-americanos ao Irão e do assassínio do líder supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, o Hezbollah disparou projéteis contra Israel, alegando que a ação foi uma resposta à morte de Khamenei.
Os projéteis teriam caído em áreas abertas ou sido intercetados.
Em resposta, as Forças de Defesa de Israel realizaram ataques aéreos em larga escala contra alegados alvos do Hezbollah em diversas áreas do Líbano, incluindo a capital Beirute, o Vale do Bekaa e o sul do país.
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